domingo, junho 28, 2026

Duplicação entre Guarapuava e Pitanga tem ritmo acelerado com modernização e legislação ambiental

Quem trafega pelo Centro-Sul e pela região Central do Paraná já percebe o ritmo acelerado das máquinas na PR 466. 

O projeto de duplicação em concreto da rodovia que conecta os trechos vitais entre Guarapuava (distrito de Palmeirinha), Turvo e Pitanga ultrapassou várias etapas de execução e engenharia, como as grandes detonações de rocha necessárias para alargar a pista. Mas um dos motores por trás dessa velocidade não opera somente no canteiro de obras, mas junto aos técnicos do Instituto Água e Terra (IAT) e do Departamento de Estradas de Rodagem (DER-PR).

A celeridade da obra é um reflexo direto do Decreto Estadual nº 9.541, publicado pelo Governo do Estado. A nova legislação ambiental criou uma "fila de prioridade absoluta" na análise técnica para projetos considerados de utilidade pública e interesse social. Na prática, grandes complexos de transporte, redes de saneamento básico, escolas e hospitais ganharam prioridade para serem executados, o que permite agilidade, sem prejuízo ao rigor técnico e às normas de proteção ambiental.

Historicamente, grandes obras rodoviárias podiam arrastar-se por anos devido a gargalos na emissão de Licenças Prévias (LP) e de Instalação (LI). Estudos de fauna, flora e impacto socioeconômico costumavam competir pelo tempo dos mesmos analistas ambientais que avaliavam pequenas indústrias ou loteamentos privados.

Com o novo decreto, esse cenário mudou. Segundo André Sério, da assessoria ambiental do DER-PR, a nova dinâmica otimizou os fluxos de trabalho e destravou os projetos. "A unificação das regras trouxe melhora na perspectiva que o planejamento de engenharia precisa. A priorização das obras públicas estratégicas no Decreto 9.541/2025 confere previsibilidade aos cronogramas e segurança jurídica ao processo,” afirma.

No caso da PR 466, o investimento não engloba apenas asfalto e concreto. O projeto exige a construção de novos viadutos, pontes (como a sobre o Rio Turvo) e sistemas complexos de drenagem. Cada uma dessas intervenções toca em Áreas de Preservação Permanente (APPs) e exige análises rigorosas de impacto. Sob a nova legislação, a tramitação dessas licenças e autorizações acessórias passou a ter fluxo prioritário e monitoramento digital contínuo.