sexta-feira, outubro 23, 2026

Prefeitura de Laranjal decretou situação de emergência após Temporal que deixou destruição no município

A Prefeitura de Laranjal decretou situação de emergência após as fortes chuvas e enxurradas que atingiram o município durante o mês de outubro de 2026, provocando danos em estradas, pontes, residências, prédios públicos e propriedades rurais.

A medida foi oficializada pelo Decreto Municipal nº 66, de 22 de outubro de 2026, assinado pelo prefeito Maycon Lopes Simioni, após levantamentos técnicos realizados pela Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil (COMPDEC), com apoio das secretarias municipais e de órgãos parceiros.

De acordo com os dados apresentados pela Cooperativa Coasul, o município registrou 652 milímetros de chuva, principalmente entre os dias 5 e 14 de outubro. O volume corresponde a aproximadamente 2,7 vezes a média histórica de referência de 238 milímetros, informada pelo Simepar.

As precipitações provocaram enxurradas, erosões, alagamentos e danos significativos à infraestrutura urbana e rural, além de prejuízos à produção agropecuária.

Mais de 3,1 mil pessoas foram afetadas

Conforme o Formulário de Informações do Desastre (FIDE), 3.125 pessoas foram afetadas pelas consequências das chuvas.

Na área urbana, um dos locais atingidos foi o Loteamento Almeidópolis. No interior, os danos foram registrados em diversas comunidades, entre elas Rio da Gralha, Rio do Forte, Lageado Bonito, Água Verde, Pinhal Grande, Pedra Branca, Vista Alegre, Pingo de Ouro, Água Nova, Assentamento Chapadão e Campo Velho.
Estradas e pontes sofreram danos

A infraestrutura viária rural está entre os setores mais prejudicados. Segundo o levantamento municipal, aproximadamente 59 quilômetros de estradas foram danificados, comprometendo o transporte escolar, o acesso das famílias aos serviços essenciais e o escoamento da produção agrícola e leiteira.

Também foram registrados danos em pontes, bueiros, galerias pluviais, prédios públicos e unidades habitacionais.

Outro episódio de destaque foi o desprendimento da balsa do Porto Carriel, no Rio Piquiri, arrastada pela força da correnteza durante a elevação do nível do rio.
Somente os danos às obras de infraestrutura pública foram estimados em R$ 2,13 milhões.

Agricultura e pecuária também foram prejudicadas

No setor agropecuário, as enxurradas provocaram erosões, alagamentos e perdas em lavouras de trigo, soja, milho e hortaliças, além de danos em estufas agrícolas.

A produção leiteira também foi afetada por interrupções no fornecimento de energia elétrica, dificuldades para manter o resfriamento do leite e impossibilidade de realizar a coleta em propriedades rurais com acessos comprometidos.

Levantamentos da Secretaria Municipal de Agricultura, em conjunto com o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), apontaram R$ 1.430.300 em prejuízos econômicos privados, sendo R$ 1.009.000 na agricultura e R$ 421.300 na pecuária.

Decreto prevê medidas de resposta e recuperação

Com a declaração de situação de emergência, o município poderá intensificar as medidas administrativas e operacionais previstas na legislação para enfrentar os efeitos do desastre, executar serviços emergenciais e buscar apoio dos governos estadual e federal.

A Prefeitura, por meio da Defesa Civil Municipal e das secretarias envolvidas, está reunindo levantamentos técnicos, registros fotográficos e documentos que integram o processo de reconhecimento da situação de emergência.

A medida busca viabilizar a recuperação das áreas atingidas, restabelecer a trafegabilidade das estradas, recuperar estruturas danificadas e reduzir os impactos sobre as famílias e os produtores rurais.

A Administração Municipal informou que a recuperação da infraestrutura e o atendimento às comunidades afetadas são prioridades neste momento.