O El Niño atingiu a categoria mais alta no Oceano Pacífico Equatorial e deve se intensificar até novembro. O fenômeno permanece ativo até março do ano que vem, de acordo com o balanço do Simepar, divulgado nesta quinta-feira (8).
No Paraná, o principal impacto vai ser a elevação do volume de chuvas, com acumulados acima da média previstos até dezembro. A temperatura no Pacífico Equatorial superou em 2,1 graus a média histórica na região monitorada pela Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA).
A previsão é de que as temperaturas cheguem a 3,3 graus acima da média entre novembro e janeiro, como explica o meteorologista do Simepar, Reinaldo Kneib.
De acordo com estudos, há 83% de chance de que este seja um dos El Niños mais intensos registrados desde 1950. Diante deste cenário, o Simepar prevê chuvas acima da média concentradas em curtos períodos, o que eleva o risco de temporais severos, granizo e raios no Paraná.
Embora o volume seja expressivo em todo o estado, os maiores acumulados estão previstos para as regiões Centro-Sul, Sul, Oeste e Sudoeste.
Desde as primeiras notícias sobre a intensidade do fenômeno, a Coordenadoria Estadual de Defesa Civil informa que aumentou as ações de preparação junto às cidades.
