As reclamações contra a Copel registradas na Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) mais que dobraram em um ano. Entre setembro de 2025 e agosto de 2026, foram 6.051 queixas, crescimento de 110,4% em relação aos 12 meses anteriores.
Segundo levantamento divulgado pelo Sistema FAEP, com base no Informativo de Ouvidoria Setorial da Aneel, a Copel teve o quarto maior aumento de reclamações entre 51 distribuidoras avaliadas no país. Em números absolutos, ficou na décima posição.
A situação preocupa especialmente o setor agropecuário. Produtores relatam interrupções frequentes, oscilações de tensão e demora para o restabelecimento da energia, problemas que podem comprometer ordenha, resfriamento de leite, abastecimento de água e criação de aves, suínos e peixes.
No Centro-Sul do Paraná, um dos relatos vem de Espigão Alto do Iguaçu. O produtor de leite Meysson Vetorello afirma que investiu em ordenha robotizada, mas enfrenta problemas de tensão na rede trifásica. Segundo ele, no fim da tarde é necessário acionar o gerador porque a tensão fica abaixo do necessário para o funcionamento dos equipamentos.
