Seis meses após o Governo do Paraná anunciar cerca de R$ 100 milhões para ampliar o Aeroporto Tancredo Thomas de Faria, o convênio que libera o recurso ainda depende de ajustes nos projetos da Prefeitura de Guarapuava, apontados pela Secretaria de Infraestrutura e Logística (Seil).
O Município estima hoje o custo da obra em R$ 122 milhões. Segundo o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Julio Agner, a execução deve levar de 18 a 24 meses a partir da licitação.
O aeroporto está sem voos comerciais desde 1º de setembro de 2025.
A ampliação prevê pista de 1.800 por 45 metros, novo pátio, balizamento, sistema de aproximação por luzes (PAPI) e novo terminal de passageiros. Hoje, a pista opera com 1.365 metros de comprimento e 30 de largura. Com a obra, o aeroporto passaria da categoria 2C para a 4C, apta a receber jatos de médio porte.
Segundo Agner, a estimativa atual é de R$ 88 milhões para pista e pátio e R$ 34 milhões para o terminal.
O projeto técnico foi pago por 12 empresas reunidas pela Associação Comercial e Empresarial de Guarapuava (Acig) e por outras entidades do chamado GT Voa. O valor somou R$ 700 mil. A Orion Aeroportos elaborou os estudos, entregues ao governador Ratinho Junior em dezembro de 2025.
ONDE ESTÁ O CONVÊNIO
O pedido tramita na Secretaria de Infraestrutura e Logística (Seil) em dois protocolos: n.º 25.245.773-9, de pista e pátio, e n.º 25.483.081-0, do terminal. A divisão ocorre porque as obras exigem empresas de perfis diferentes.
Paralelamente, o aeroporto precisa entregar à Anac um Plano Diretor Aeroportuário (PDIR). Sem o documento a agência não autoriza modificações aeródromo nem novos voos regulares.
Em agosto, o diretor aeroportuário, Jéferson Costa, enviou ofício à Secretaria de Desenvolvimento Econômico sobre o risco de multas e restrições operacionais caso o prazo não seja cumprido.
