Uma investida da Polícia Federal (PF) contra esquemas de desvio de verba pública resultou na apreensão de R$ 1,2 milhão mantidos em espécie dentro de duas malas de viagem. A descoberta ocorreu durante o cumprimento de mandados da Operação Sonar, deflagrada em Belém/PA na última terça-feira (15), em ação conjunta com a Controladoria-Geral da União (CGU).
O homem que guardava a quantia acabou preso em flagrante por lavagem de dinheiro ao não comprovar a origem legal das cédulas. A força-tarefa apura fraudes cometidas no âmbito de uma empresa pública federal sediada na capital paraense.
As buscas miraram um grupo suspeito de fraudar licitações, cobrar comissões ilegais de fornecedores e ocultar bens obtidos ilicitamente.
A retenção proposital de faturas era a principal engrenagem do esquema. Serviços devidamente prestados por terceiros só tinham os pagamentos liberados mediante a entrega de propina em dinheiro vivo aos investigados.
Além das propinas diretas, a investigação identificou o direcionamento sistemático de contratações públicas.
Para burlar os processos licitatórios tradicionais, os envolvidos simulavam situações de urgência. Com a emergência artificialmente criada, a estatal fechava contratos diretamente com empresas previamente combinadas.
