No mês de outubro acontecem as eleições gerais em todo o Brasil.
Embora no Paraná mais de 8,6 milhões de eleitores sejam considerados aptos a votar (o quinto maior colégio eleitoral do país), a realidade é que no dia do pleito o número de comparecimentos deve ser menor.
E isso por causa de um fenômeno que parece estar ganhando cada vez mais força na democracia brasileira: a abstenção.
Em 2024, por exemplo, houve eleições municipais. E no Paraná, 8.645.891 pessoas estavam aptas a votar. Ainda assim, só 6.660.437 de fato compareceram às urnas para escolher um novo prefeito ou vereador.
Ou seja, quase 2 milhões de eleitores (1.985.454) não compareceram, o equivalente a 22,96% (ou quase um quarto) do eleitorado paranaense. E desde a última década, o índice de abstenção vem crescendo de forma expressiva no Paraná.
Com direito a um fato bastante curioso: o comparecimento costuma ser maior em eleições municipais do que em eleições gerais.
Seguindo a tendência histórica, é possível cogitar e projetar um índice de abstenção recorde nas eleições de 2026 no Paraná.
Isso porque, via de regra, os eleitores comparecem mais em eleições municipais do que em eleições gerais.
Em 2012, por exemplo, só 14,08% dos eleitores paranaenses não foram votar para prefeiro e vereador. Já no pleito seguinte, para presidente, governador, senador e deputados, a abstenção subiu para 16,85%.
Mas voltou a recuar dois anos depois (para 14,47%), quando novamente teve uma eleição municipal. Só que cresceu novamente em 2018 (16,96%), quando mais uma vez ocorreram eleições gerais.
A exceção à regra foi o ano de 2020. Naquela ocasião, só 6,26 milhões dos 8,15 milhões de eleitores no Paraná compareceram ao pleito.
Ou seja, 1,89 milhão de pessoas (o equivalente a 23,23% dos paranaenses aptos a votar na ocasião) simplesmente não apareceram. Até hoje, esse é o recorde de abstenção num pleito.
