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| Secretário de Finanças de Guarapuava, Luciano Crotti |
Governo do Paraná aprovou na Assembleia Legislativa o Projeto de Lei 690/2025, que altera a legislação do IPVA (Lei nº 14.260/2003) e reduz de 3,5% para 1,9% a alíquota do imposto sobre o valor venal dos veículos a partir de janeiro de 2026.
A mudança representa uma queda de 45% na carga tributária para cerca de 3,4 milhões de proprietários de veículos no Estado — 83% da frota tributada paranaense.
COMO GUARAPUAVA SE ENCAIXA NESSA NOVA REALIDADE
Segundo o secretário de Finanças de Guarapuava, Luciano Crotti, a redução pode provocar uma perda entre R$ 35 milhões e R$ 40 milhões em 2026 — praticamente metade do que se arrecada atualmente via IPVA municipal (cerca de R$ 70 milhões em 2025).
Para evitar colapso nas contas, a Prefeitura já reorganiza o Orçamento para 2026, com ajustes, cortes de despesas e revisão de prioridades. “O objetivo é adaptar o planejamento financeiro ao novo cenário tributário”, explica Crotti.
IMPACTOS REGIONAIS & MECANISMO DE COMPENSAÇÃO
O projeto estadual inclui aumento da multa por atraso no pagamento do IPVA: de 10% para 20%.
Espera-se também que a nova alíquota reduza a inadimplência e incentive a “repatriação” de veículos — donos que emplacaram em outros estados podem retornar ao Paraná, trazendo de volta receitas perdidas.
PROJETO APROVADO: CONFIRMADO PARA 2026
O PL 690/2025 já foi aprovado pela Assembleia Legislativa do Paraná e entra em vigor no início de 2026, alcançando praticamente toda a frota tributada — exceto veículos com regras específicas, como ônibus, caminhões, veículos de aluguel e utilitários de carga.
A queda drástica da alíquota do IPVA no Paraná promete alívio no bolso do contribuinte, mas cria um buraco orçamentário sem precedentes para os municípios.
Em Guarapuava, o equilíbrio financeiro para 2026 dependerá de decisões duras, planejamento rigoroso e capacidade de adaptação. “Estamos concentrando esforços para adequar o Orçamento de 2026 a esta nova realidade. O objetivo é manter as prioridades da administração, sem que a população sinta esse impacto negativo nas contas do Município”, conclui Luciano Crotti.
