Nesta terça-feira (13), 19 policiais militares do Paraná foram afastados das ruas após uma operação deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná (MP-PR), que investiga mortes em confrontos durante abordagens. Se as mortes não se tratarem de legítima defesa e crimes forem comprovados, os policiais podem ser denunciados e julgados pelo Tribunal do Júri.
De acordo com o coordenador do Gaeco, Leonir Batisti, a operação ainda está em fase de busca de provas e não é possível afirmar como irá se desenrolar. 31 mandados de busca e apreensão foram cumpridos.
“19 deles [policiais investigados] estão afastados por determinação da
Justiça e só podem vir a realizar trabalhos administrativos. Se houver
uma indicação de que são responsáveis, qual seja, de que não atuaram em
legítima defesa, eles haverão de ser denunciados à Justiça e,
normalmente, caberá ao Tribunal do Júri, se isso prosseguir, uma decisão
a respeito se os policiais realmente atuaram corretamente em legítima
defesa ou se isso apenas foi uma narrativa”, explicou Batisti.
