segunda-feira, abril 26, 2021

“Se ele se considera inocente, por que não quer ser julgado?”, avalia acusação sobre Manvailer

Na próxima semana, o caso Tatiane Spitzner ganha um novo capítulo: o júri popular de Luis Felipe Manvailer, acusado de ter matado a advogada. Essa é a terceira vez que a sessão é remarcada desde dezembro de 2020.

A última tentativa de julgamento aconteceu em fevereiro de 2021, quando a defesa do réu abandonou o plenário e alegou ter o “trabalhado cerceado”, ou seja, restringido. Em conversa com o advogado da família Spitzner, Gustavo Scandelari avaliou a postura da defesa de Manvailer como contraditória.

“Se ele se considera inocente, por que não quer ser julgado? Quem se considera inocente e conta com a possibilidade de ser solto quer que o julgamento ocorra o quanto antes. Nós temos visto que não é esse o verdadeiro desejo da defesa até então”, argumentou Scandelari.

Apesar da surpresa do abandono de plenário, a acusação já imaginava que a defesa do réu poderia tentar realizar alguma artimanha, avaliando previamente o histórico das ações deles no caso.

Porém, no próximo 4 de maio, data que o júri foi remarcado, um advogado dativo foi nomeado pela Justiça, garantindo assim que o julgamento não seja cancelado caso ocorra um novo abandono.

Para Scandelari, a primeira luta entre defesa e acusação aconteceu horas depois do crime, para impedir que fosse colocado sigilo nos vídeos que flagram agressões contra a advogada no carro, garagem e elevador.

“A primeira grande iniciativa dele não foi pedir a liberdade, foi tentar proibir a Justiça de tornar o processo público, como deve ser. Ele é julgado pela sociedade, por representantes da sociedade, então claro que todos devem conhecer o que acontece no caso”, relembrou a cena que chocou o Brasil em julho de 2018 

A expectativa da família Spitzner, que aguarda a resposta do julgamento desde 2020, é que Manvailer seja condenado com uma pena alta. “É a única resposta que parece justa o suficiente para a família”, argumenta Scandelari.

Manvailer vai responder por homicídio qualificado, com as qualificadores de feminicídio, morte mediante asfixia e motivo fútil, além de fraude processual.

Com GMAIS Noticias

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