terça-feira, fevereiro 09, 2021

Conselho vota por demissão de policial civil acusada por morte de copeira no Centro Cívico

O Conselho da Polícia Civil do Paraná decidiu nesta segunda (8) à noite pela demissão da investigadora Kátia das Graças Belo. Ela é acusada pela morte da copeira Rosaira Miranda da Silva, em 23 de dezembro de 2016, durante uma confraternização no Centro Cívico, em Curitiba. A decisão do conselho, no entanto, não é soberana, e precisa ser confirmada ou não pelo governador Ratinho Junior (PSD). 

De acordo com informações da assessoria da polícia civil, oito conselheiros votaram a favor da condenação e da demissão da policial. O nono conselheiro não votou por estar impedido após ter sido testemunha no processo. Em nota, a defesa da policial alegou que o conselho "desconsiderou todos os argumentos e a perícia médica que provam que a investigadora era portadora de um transtorno explosivo intermitente". A servidora está em liberdade e trabalha no setor administrativo da Polícia Civil.

Relembre o caso

Rosaira morreu ao ser baleada na cabeça em uma confraternização do trabalho. De acordo com o inquérito policial e a denúncia do Ministério Público do Paraná (MPPR), acatada pela Justiça, a policial se incomodou com o barulho da festa e atirou em direção ao local onde estava a copeira. A Justiça do Paraná decidiu que a investigadora iria a júri popular por homicídio simples, com pena que varia entre 6 e 20 anos. Em julho de 2017, a Justiça decidiu que a policial iria a júri popular pelo crime de homicídio simples, com pena que varia de 6 a 20 anos de prisão. Em novembro de 2019, porém, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou que ela responderá por homicídio triplamente qualificado por motivo fútil, perigo comum e impossibilidade de defesa da vítima, com pena de 12 a 30 anos de prisão.

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