sábado, dezembro 26, 2020

Itaipu bate recordes de produtividade em ano de estiagem histórica

A hidrelétrica de Itaipu enfrentou em 2020 a maior estiagem de sua história. Nunca choveu tão pouco nos rios que formam o reservatório da usina. A falta de chuvas reduz a quantidade de água que chega à barragem e, consequentemente, torna escassa a principal matéria-prima para produção de energia. 

A resposta da área técnica para enfrentar um ano atípico foi trabalhar mais e aprimorar o que estava próximo da perfeição. O resultado obtido ao longo do ano foi uma sequência de recordes de produtividade, os maiores em 36 anos de operação, transformando em energia cada gota de água que entra no reservatório.

Os números dão a dimensão da proeza. Até o final de novembro, a produtividade média da binacional foi de 1,0876 MW/m³/s, valor superior ao obtido no mesmo período de 2019 (1,0793 MW/m³/s). O desempenho é também superior à produtividade média anual daquele ano, de 1,0794 MW/m³/s – até então, a maior da série histórica.

Outro destaque foi o fator de disponibilidade operacional (FDO) das unidades geradoras. No final de novembro, esse índice era de 96,88%, enquanto o fator de indisponibilidade forçada operacional (FIFO) foi de 0,07%. Todos esses indicadores refletem a eficiência na gestão da produção e dos ativos da usina.

A alta produtividade fez com que a usina de Itaipu chegasse a dezembro com mais de 70 milhões de megawatts-hora (MWh) gerados. Essa quantia seria suficiente para atender o consumo do mundo por 27 horas; do Brasil, por um mês e 23 dias; do Paraguai, por quatro anos e 11 meses; da cidade de São Paulo, por dois anos e seis meses; do Estado do Paraná por dois anos e dois meses; ou, por um ano, 120 cidades do porte de Foz do Iguaçu (PR). 
Desde a entrada em operação, em maio de 1984, no acumulado nestes 36 anos e seis meses, já são mais de 2,7 bilhões de MWh – marca jamais alcançada e que dificilmente será batida por outra usina.

O diretor técnico da Itaipu, engenheiro Celso Torino, explicou que o alto desempenho da usina é um trabalho que depende da sinergia de todo o corpo funcional binacional, além de bom relacionamento com os parceiros, como o Operador Nacional do Sistema (ONS), Ande, Furnas e Copel, entre outros. “Um resultado como esse não acontece da noite para o dia. São pessoas que fazem a diferença e isso nos fortalece na busca de um futuro promissor”, salientou.

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