Salto Santiago
Não bastasse o novo coronavírus e todos os problemas decorrentes, uma outra crise se apresentou aos paranaenses de forma quase que concomitante. Em março, enquanto Curitiba adotava o isolamento social, a Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) implantava o rodízio de abastecimento de água na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), que na prática significa o racionamento. E quase dois meses depois, o governo decretou, ontem, situação de emergência hídrica. A medida busca agilizar processos e evitar que a população possa ficar sem água por um longo período.
O que acontece é que desde junho do ano passado o Paraná vem registrando, mês a mês, índices pluviométricos bem abaixo da média histórica. A estiagem, tanto no Estado como na Capital, é a pior das últimas duas décadas, pelo menos. Levantamentos iniciais do Sistema Meteorológico do Paraná (Simepar) apontam que o período de escassez de chuvas deve se estender até setembro. De acordo com o Simepar, o déficit de chuvas atingiu o Estado de forma generalizada em abril, variando entre 30% a 90% dependendo da região.
Levantamento mais recente do Simepar revelou que há um déficit acumulado de chuvas para a região de Curitiba de -43,1%, Ponta Grossa (-40%), Guarapuava (-47,2%), Foz do Iguaçu (-34,7%), Cascavel (33,8%), Umuarama (-31,1%), Litoral (-22,7%), Maringá (-15%) e para Londrina, também de -15%. No geral, o acumulado negativo de pluviosidade é de aproximadamente - 30% no Paraná.
