O juiz Fernando Bardelli Silva Fischer negou pedidos de rejeição feitos pelas defesas dos réus da Operação Rádio Patrulha sobre a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR). Com isso, ele determinou o prosseguimento do processo.
Entre os 12 réus do processo estão o ex-governador do Paraná Beto Richa (PSDB), o irmão dele Pepe Richa e Deonilson Roldo, que foi chefe de gabinete de Richa.
A operação investiga um esquema de propina para desvio de dinheiro por meio de licitações no programa "Patrulha do Campo", para recuperação de estradas rurais do estado.
"Diante do exposto, inexistindo hipótese de absolvição sumária ou outra causa que macule o presente processo, ratifico o recebimento da denúncia nos termos do art. 399 do CPP e determino o regular prosseguimento do feito", declarou o juiz ao negar os pedidos de rejeição.
Beto Richa foi preso na operação em 11 de setembro. Após habeas corpus concedido pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ele foi solto, quatro dias depois.
Na aceitação da denúncia, o juiz Fernando Bardelli Silva Fischer afirma que entre as principais provas contra Richa está uma gravação em que ele trata de assuntos relacionados ao atraso do pagamento de propina com o delator Tony Garcia.
"Agora, a defesa dos mesmos réus sustenta a incompetência deste Juízo para julgamento da ação penal decorrente dos fatos delatados no acordo, sob o fundamento de que deveria ter sido livremente distribuída", disse o juiz.
