O município de Pinhão, a cerca de 39 quilômetros de Guarapuava, instituiu moeda própria, com circulação específica na Feira do Produtor. A “Bufunfa” equivale a uma Unidade Fiscal do Município (UFM), ou seja, R$ 6,12, e surge como uma forma de devolver ao contribuinte o valor cobrado pela taxa do lixo. O troco é a conscientização da população sobre a importância de separar o lixo e os benefícios que essa ação proporciona ao bem estar coletivo.
Convivendo com um “caos ambiental”, como denomina o secretário de Meio Ambiente, Urbanismo e Habitação, Valter Israel, o município com cerca de 32 mil habitantes, até dois anos atrás, era conhecido pelo lixão a céu aberto; não possuía órgão ambiental; dos cemitérios existentes, nenhum possuía licença ambiental e uma lista de 29 de ações passíveis de multas rondam o Pinhão.
Para começar a resolver essa problemática, foi criada a secretaria, que traz na sua estrutura operacional uma série de programas e projetos que buscam reverter a situação herdada de administrações anteriores. “Tivemos que pegar o limão e fazer uma baita limonada”, diz o secretário, utilizando uma metáfora.
As “Bufunfas” que circulam nas barracas de 19 feirantes são coletadas pela cooperativa da categoria e trocadas por Real na prefeitura. “É a taxa do lixo que vai à feira”, diz o secretário.
E a expectativa do prefeito Odir Gotardo é otimista. Pelos cálculos da administração, se a totalidade da população pinhaõense aderir ao projeto, será possível injetar cerca de R$ 600 mil por ano na feira. “E o resultado poderá ser de milhões na economia do município”.
