sexta-feira, dezembro 29, 2017

Porto de Paranaguá recebeu 410 mil veículos, sem sofrer com filas

O Porto de Paranaguá registrou em 2017 o maior movimento de caminhões em toda a história. De janeiro a dezembro, mais de 410 mil veículos passaram pelo porto para descarregar grãos - 40 mil a mais do que o antigo recorde anual, alcançado em 2015.

Além do número expressivo, que é resultado de uma movimentação maior de carga, a marca carrega outro grande trunfo: apesar do aumento das operações portuárias, há seis anos o Porto de Paranaguá não registra filas de caminhões na BR-277, principal via de acesso aos terminais.

“Superamos um desafio duplo, que era o de movimentar mais, e consequentemente trazer mais caminhões carregados para Paranaguá, ao mesmo tempo em que zeramos as filas na estrada de acesso à cidade”, diz o secretário de Infraestrutura e Logística, José Richa Filho. “Isso só pode ser feito com muito investimento em produtividade e na adoção de novos processos, que deram mais agilidade ao Porto”, afirma.

De 2011 até agora, a Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), já investiu R$ 868 milhões em recursos próprios para a modernização dos equipamentos e aumento da produtividade.

SEM CONGESTIONAMENTOS 

 A última fila de caminhões registrada no acesso ao Porto de Paranaguá é de agosto de 2011. De lá para cá, o movimento anual do pátio aumentou em 73% e mesmo assim não são mais registrados os congestionamentos na BR-277. No momento mais crítico, em 2003, as filas ultrapassaram a marca de 100 quilômetros e mais de 4 mil caminhões parados na estrada.

Agora, a estrada flui normalmente, mesmo no pico do escoamento da safra, como aconteceu em julho deste ano, quando mais de 45 mil caminhões deram entrada no pátio.

“Investimos na ponta do escoamento, com novos carregadores de navios, na reforma do cais e em outros aspectos operacionais que aumentaram a nossa capacidade de escoamento, e reordenamos a dinâmica de agendamento dos caminhões, em um sistema de janelas que distribui melhor a descarga ao longo dos dias e eliminamos os gargalos no momento de pico do escoamento da safra”, explica o diretor-presidente da Appa, Luiz Henrique Dividino.