O Governo do Estado mantém-se irredutível na decisão de descontar as faltas de professores que aderiram à greve da categoria nos dias 16 e 17 de março, e 30 de junho. Essa medida será extensiva aos profissionais da educação que pararem no próximo dia 30 de agosto, quando acontecerá nova greve.
O anúncio é feito pelo chefe da Casa Civil, Valdir Rossoni, que junto com a secretária de Estado da Educação, professora Ana Seres, receberam nesta terça (08), no Palácio Iguaçu, representantes do sindicato dos professores para mais uma reunião sobre a pauta de reivindicações da categoria.
“Não voltaremos atrás na questão das faltas. Isso já foi decidido”, disse o chefe da Casa Civil.
Já em relação à data-base, outra demanda dos servidores, Rossoni disse que as tratativas ficarão a cargo da Secretaria de Estado da Administração. “Estamos no limite para os gastos com pessoal. O secretário da Administração vai recebê-los, o Governo é aberto ao debate, mas não vejo essa possibilidade agora, pois não podemos aumentar os gastos com a folha”, explicou Rossoni.
Participaram da reunião, além dos secretários Rossoni e Ana Seres, a chefe de Recursos Humanos da Secretaria de Estado da Educação, Graziele Andriola, o presidente do sindicato, Hermes Leão, além de diretores da APP.
AJUSTES
Nessa segunda (07), foi apresentado na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) o novo pacote de ajuste fiscal enviado pelo governador Beto Richa (PSDB). De acordo com a APP-Sindicato, entre as medidas polêmicas, está a que estabelece novas restrições para a concessão de gratificações para servidores e servidoras que atuam em áreas de risco e em contato com apenados/as ou adolescentes em privação de liberdade. De acordo com a proposta essas gratificações serão limitadas em R$ 1.955,67 para professores e R$ 1.576,51 para funcionários.
O projeto também traz alteração na licença especial remunerada para fins de aposentadoria, que só será concedida após 60 dias do trâmite do pedido. Desde 2004, ela é concedida após 30 dias.
Sobre a redução nas gratificações intramuros, a secretária Educacional da APP-Sindicato, Walkiria Mazeto, ressalta que as alterações violam a legislação e ferem os direitos dos servidores “As gratificações são previstas em lei justamente pelo risco de se atuar dentro do sistema prisional, elas se referem à periculosidade e insalubridade desse trabalho, não são privilégios”, pontua.
