Jaison Mendes, Berto Silva, Lidio dos Santos, Sirlene Svartz , e Juvinha Viola e Candidato do PT estão entre os nomes que podem movimentar o cenário político municipal. A disputa promete colocar frente a frente projetos, grupos tradicionais e novas articulações.
Embora as eleições municipais ainda estejam distantes, o cenário político de Laranjeiras do Sul já começa a despertar especulações. Lideranças se movimentam, grupos avaliam estratégias e possíveis candidaturas começam a ser discutidas nos bastidores. A grande pergunta é: quem estará na disputa pela Prefeitura em 2028?
Entre os nomes que aparecem nas conversas políticas estão o atual prefeito Jaison Mendes, o ex-prefeito Berto Silva, o professor Lidio dos Santos, a ex-prefeita Sirlene Svartz e o atual presidente da Câmara de Vereadores, Juvinha Viola. São nomes com trajetórias, grupos e desafios diferentes, mas que podem ter influência direta na construção do próximo cenário eleitoral.
É importante destacar que, até o momento, esses nomes devem ser tratados como possíveis pré-candidatos, e não como candidaturas oficialmente confirmadas.
JAISON MENDES: A FORÇA DA MÁQUINA ADMINISTRATIVA E DAS ENTREGAS
O atual prefeito Jaison Mendes aparece como um dos nomes naturais para uma eventual tentativa de reeleição, caso decida disputar novamente o comando do município e esteja legalmente habilitado.
À frente da administração municipal, Jaison tem apostado na retomada de obras e projetos que, segundo a avaliação de seu grupo político, estavam paralisados ou aguardavam execução. Entre as ações destacadas estão os investimentos na Polícia Científica, a construção de duas novas creches, o asfalto rural, a ponte de ligação entre o bairro São Miguel e a cidade, além da ampliação do acesso à água potável em comunidades que aguardavam melhorias.
Outro ponto importante é a atração de grandes empresas para o município, DUAS grandes já estão operação como é o Caso da COASUl e da LAR Agroindústria , com expectativa de geração de empregos, movimentação do comércio e fortalecimento da economia local.
A renovação da frota da Saúde e o avanço na saúde comparado a anos anteriores há de se destacar na gestão do jovem prefeito , além dos maquinários municipais também integra o discurso administrativo, especialmente diante da necessidade de substituir equipamentos que estavam desgastados e as Casas populares que irão beneficiar dezenas de famílias.
A resposta da Prefeitura diante de situações adversas, como os prejuízos provocados por eventos climáticos, também pode entrar na avaliação dos eleitores.
Entretanto, obras, investimentos e anúncios, por si só, não garantem vitória eleitoral. O desafio de Jaison será transformar as ações administrativas em aprovação popular, demonstrando resultados concretos e mantendo a confiança da população.
Se decidir buscar a reeleição, terá a vantagem de apresentar o trabalho de sua gestão, mas também ficará sujeito à cobrança dos moradores por serviços públicos, infraestrutura e melhorias que ainda precisam chegar a diferentes regiões do município.
BERTO SILVA: A EXPERIÊNCIA DE 16 ANOS E O DESAFIO DE VOLTAR AO PODER
Se Jaison representa a atual administração, Berto Silva surge como um dos nomes que podem liderar a oposição.
Ex-prefeito com quatro mandatos, somando 16 anos à frente da Prefeitura, Berto conhece profundamente a política local, possui experiência administrativa e construiu uma trajetória que lhe garante espaço no debate municipal.
Seu principal trunfo é a experiência acumulada e a possibilidade de apresentar realizações de seus governos. Por outro lado, justamente os 16 anos no poder podem se transformar em um ponto de questionamento durante uma eventual campanha , tem muita rejeição de projetos e equipe que não deram certo ?
Afinal, quem governou o município por tanto tempo também precisa responder pelo legado que deixou, pelos avanços conquistados e pelos problemas que permaneceram sem solução.
Na oposição, é natural que Berto procure apontar falhas da atual gestão e apresentar propostas que dialoguem com as expectativas da população. Mas existe uma questão política importante: até que ponto o eleitor estará disposto a apostar novamente em um grupo que já comandou a cidade por tanto tempo?
O desafio de Berto Silva será demonstrar que representa uma alternativa renovada, e não apenas o retorno de um modelo administrativo que já esteve no poder durante 16 anos.
Sua eventual candidatura poderá mobilizar apoiadores históricos, mas também deverá enfrentar o julgamento dos eleitores sobre os resultados de suas próprias administrações.
LIDIO DOS SANTOS: ARTICULAÇÃO POLÍTICA E UM FUTURO AINDA EM ABERTO
O professor Lidio dos Santos é outro nome que pode entrar na discussão eleitoral de 2028.
Com experiência em disputas anteriores e articulações no meio político, Lidio tem buscado manter seu nome em evidência e construir espaço para uma possível candidatura.
Sua relação com lideranças estaduais e o apoio político que conseguiu articular no município podem representar vantagens. Entretanto, o cenário também apresenta incertezas.
Com a mudança prevista no comando do Governo do Paraná em janeiro de 2027, as relações políticas e os espaços de articulação podem passar por transformações, dependendo dos resultados eleitorais e das alianças estabelecidas.
Nos bastidores, também existem especulações sobre uma possível candidatura de seu aliado político a prefeito de Cascavel e sobre a eventual participação de Lidio nesse projeto. Caso isso aconteça, sua estratégia para Laranjeiras do Sul poderá sofrer mudanças.
Por enquanto, trata-se de uma possibilidade, e não de uma decisão confirmada.
Para se fortalecer em Laranjeiras do Sul, Lidio precisará demonstrar que possui um projeto próprio para o município, ampliar sua base eleitoral e transformar articulação política em apoio popular.
A grande questão será saber se pretende concentrar suas forças em uma candidatura local ou se poderá participar de outro projeto político em 2028.
PT: O PARTIDO QUER MOSTRAR QUE PODE IR ALÉM DOS VOTOS
O Partido dos Trabalhadores também merece atenção no cenário eleitoral de Laranjeiras do Sul.
A força eleitoral demonstrada pelo partido e por seus apoiadores em diferentes disputas indica que existe um eleitorado que pode ser mobilizado. A questão, porém, é como transformar essa força em um projeto municipal competitivo.
Historicamente, o PT não conseguiu conquistar a Prefeitura de Laranjeiras do Sul. Além disso, as divergências internas e as diferentes correntes políticas sempre representaram desafios para a construção de uma estratégia unificada.
Em determinados momentos, setores do partido mantiveram aproximação com outros grupos locais, incluindo o campo político ligado a Berto Silva. Essa relação pode voltar ao centro das discussões: o partido buscará um caminho independente ou participará de uma composição com outras lideranças?
Com uma nova configuração interna e possíveis mudanças na condução partidária, o PT poderá tentar construir uma candidatura própria, fortalecer suas bases e ampliar sua participação na política municipal.
O histórico de disputas anteriores, incluindo a candidatura de Elemar Cezimbra, demonstra que o partido já buscou ocupar esse espaço.
O grande desafio do PT será superar as divisões internas e decidir se pretende liderar um projeto próprio ou continuar participando de alianças comandadas por outras forças políticas.
Ter votos é importante, mas uma candidatura competitiva também exige unidade, liderança, organização e capacidade de diálogo com diferentes setores da sociedade.
SIRLENE SVARTZ: UM GRUPO FIEL E A EXPERIÊNCIA DE QUEM JÁ GOVERNOU
A ex-prefeita Sirlene Svartz é outro nome que pode voltar ao debate sobre a sucessão municipal.
Com experiência administrativa e um grupo de apoiadores que permanece próximo, Sirlene possui uma base política que pode ajudá-la a construir uma nova candidatura, caso decida entrar na disputa.
Seu principal patrimônio é o conhecimento da administração pública e a relação construída com parte do eleitorado ao longo de sua trajetória.
Entretanto, uma eventual candidatura também exigiria uma avaliação do legado de sua gestão. Assim como acontece com outros ex-prefeitos, o período em que esteve no comando da Prefeitura será lembrado tanto pelas realizações quanto pelas críticas.
Sirlene precisaria demonstrar o que pretende fazer de diferente, quais propostas apresentaria para o futuro da cidade e como pretende ampliar sua base de apoio.
Sua participação também poderia alterar o equilíbrio da disputa, especialmente se conseguir reunir lideranças e eleitores que não se identificam plenamente com os demais grupos.
Resta saber se ela pretende assumir novamente o protagonismo eleitoral ou se poderá desempenhar outro papel na composição política de 2028.
JUVINHA VIOLA: UM NOME QUE BUSCA ESPAÇO NO CENÁRIO MUNICIPAL
O atual presidente da Câmara de Vereadores, Juvinha Viola, também aparece entre os nomes que podem tentar construir uma candidatura à Prefeitura.
A presidência do Legislativo oferece visibilidade política e a oportunidade de demonstrar capacidade de articulação, diálogo e condução dos trabalhos da Câmara.
Juvinha tem a possibilidade de utilizar esse espaço para fortalecer seu nome, ampliar alianças e apresentar uma proposta administrativa própria.
No entanto, uma candidatura ao Executivo exige mais do que projeção política. Será necessário consolidar um grupo consistente, apresentar propostas para as principais demandas da população e demonstrar capacidade de administrar áreas como Saúde, Educação, infraestrutura, desenvolvimento econômico e agricultura.
Outro fator determinante será a construção de alianças. A capacidade de dialogar com diferentes lideranças poderá definir se Juvinha conseguirá transformar seu projeto em uma candidatura competitiva.
A eleição de 2028 poderá representar uma oportunidade de crescimento político, mas o caminho dependerá da articulação dos próximos anos e da disposição de seu grupo para entrar efetivamente na disputa.
E O ELEITOR, O QUE DEVE LEVAR EM CONTA?
Com tantos nomes possíveis, a eleição de 2028 poderá colocar em confronto diferentes experiências administrativas e projetos políticos.
De um lado, o atual prefeito poderá defender as realizações de sua gestão e buscar continuidade. De outro, antigos ocupantes do cargo poderão apresentar suas experiências e tentar convencer o eleitor de que podem fazer diferente.
Também existe espaço para candidaturas que busquem se apresentar como alternativas aos grupos tradicionais.
Mas uma eleição municipal não se resume a nomes conhecidos, alianças partidárias ou disputas pessoais. O eleitor quer saber quem tem condições de melhorar a Saúde, ampliar o acesso à Educação, gerar empregos, cuidar das estradas, investir nas comunidades rurais e administrar corretamente os recursos públicos.
A população também tem o direito de cobrar transparência, planejamento e resultados de quem pretende governar.
2028 AINDA ESTÁ LONGE, MAS A DISPUTA COMEÇA NOS BASTIDORES
Até a eleição, muita coisa poderá mudar. Alianças podem ser desfeitas, novos nomes podem surgir e possíveis candidatos podem desistir ou mudar de projeto.
Jaison Mendes, Berto Silva, Lidio dos Santos, Sirlene Svartz e Juvinha Viola são nomes que podem participar dessa movimentação, enquanto o PT terá de definir qual estratégia pretende adotar.
Por enquanto, não existe uma disputa oficialmente definida entre esses possíveis concorrentes. O que existe é um cenário em construção, com lideranças avaliando espaços e grupos políticos tentando entender qual caminho poderá oferecer melhores condições de chegar ao comando da Prefeitura.
A pergunta que fica é: Laranjeiras do Sul vai apostar na continuidade da atual administração, no retorno de antigos prefeitos ou na construção de um novo projeto político?
A resposta dependerá dos resultados da gestão municipal, da capacidade de articulação dos possíveis candidatos e, principalmente, da decisão dos eleitores.