quarta-feira, maio 06, 2026

Projeto inovador da Copel vai ampliar Usina Segredo com ganhos ambientais

Uma solução inovadora de engenharia, baseada no reaproveitamento de estruturas construídas há mais de 30 anos, é um dos diferenciais que garantiram à Copel viabilizar a ampliação da Usina Hidrelétrica Governador Ney Braga (Segredo), no Rio Iguaçu.

Com início de obras previsto para junho, o projeto de ampliação vai dobrar a capacidade de geração de energia, de 1.260 para 2.526 megawatts (MW). E tudo isso sem a necessidade de aumentar o reservatório existente.

Para alcançar a meta, uma segunda casa de força, que irá abrigar os novos conjuntos de turbinas e geradores, será construída ao lado da existente, em área que já pertence à Copel.

Com essa proposta, que reduz custos de obra, a companhia conseguiu emplacar o projeto de Segredo juntamente com a ampliação da Usina Foz do Areia, no 2º Leilão de Reserva de Capacidade, conhecido como LRCAP, realizado pelo governo federal em março deste ano. O investimento nas duas obras deve chegar a R$ 4,9 bilhões e ambas devem ser concluídas em 2030.

Inovação – À frente da proposta de aproveitar antigos túneis desativados no projeto atual está Rafael de Lara, engenheiro civil da Copel. Ele coordenou junto à equipe o desenho dessa solução que vai permitir uma obra mais rápida e com menos impactos ambientais e sociais.

A proposta permitiu aproveitar uma área que já pertence à empresa para a implantação da nova casa de força e reduzir em dois terços o volume de escavações necessárias. O ganho não é apenas econômico, mas também ambiental e social, pois evita intervenções em áreas cobertas por vegetação nativa e dispensa a interrupção do tráfego de veículos pela rodovia PR-459 que passa sobre a barragem da usina Segredo.

A equipe de engenheiros da Copel solucionou ainda outro desafio técnico: a conexão entre o reservatório e os túneis antigos, que estavam fechados com concreto. A alternativa será a construção de novos acessos verticais para acessar os tuneis depois do trecho concretado.

A concepção final é resultado de um trabalho multidisciplinar, envolvendo especialistas em hidráulica, geologia, estruturas e equipamentos eletromecânicos. “É um processo muito interativo. Cada área contribui com análises específicas, e o projeto vai sendo ajustado até atender todos os critérios técnicos e de viabilidade”, explica.

O desenvolvimento ocorreu em ritmo acelerado. Iniciado no fim de 2023, o trabalho teve sua primeira etapa concluída em maio de 2024, prazo necessário para o protocolo junto à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Na sequência, empresas contratadas pela Copel passaram a otimizar a solução, incorporando novas tecnologias construtivas e de equipamentos.

Uma das mudanças foi a definição do número de unidades geradoras (conjuntos de turbinas e geradores de energia). A proposta inicial previa três máquinas, mas a solução final adotou duas unidades de maior porte, trazendo ganhos adicionais de eficiência e custo.

Por / Assessoria