sábado, maio 02, 2026

Polícia Civil deflagra Operação “Repugna” contra esquema de corrupção em cadeia de Pato Branco

A Polícia Civil do Paraná, por meio da 5ª Subdivisão Policial de Pato Branco e do Núcleo de Investigações Qualificadas (NIQ), em ação conjunta com o Departamento de Polícia do Interior, deflagrou a Operação “Repugna”.

A ação tem como objetivo desarticular um esquema criminoso de entrada ilícita de aparelhos de comunicação na Cadeia Pública de Pato Branco, mediante o pagamento de vantagens indevidas a agentes privados que exercem funções públicas.

Detalhes da operação

A ofensiva contou com o apoio do Departamento de Polícia Penal do Paraná (Depen-PR), do Núcleo de Operações com Cães (NOC) da PCPR e de diversas unidades policiais da região Sudoeste.

Ao todo, foram cumpridos:4 mandados de prisão;
21 mandados de busca e apreensão.

As ordens judiciais têm como alvo monitores de ressocialização prisional, pessoas privadas de liberdade e familiares de detentos suspeitos de envolvimento no esquema.

Investigação e esquema

As investigações apontam para a existência de uma estrutura organizada de corrupção dentro da unidade prisional. Conforme apurado, era cobrado o valor fixo de R$ 10 mil para a introdução de cada aparelho celular no estabelecimento.

Os pagamentos eram realizados, principalmente, por meio de transferências via PIX para contas pessoais dos investigados, geralmente entre dois e três dias após a entrada de novos detentos na unidade.

Ainda segundo a polícia, há indícios de que agentes disponibilizavam seus próprios aparelhos celulares para que os presos acessassem contas bancárias e efetuassem os pagamentos das vantagens indevidas.

Crimes investigados

Os envolvidos poderão responder pelos crimes de:Corrupção ativa e passiva;
Facilitação de entrada de aparelho de comunicação em estabelecimento prisional;
Associação criminosa.

Até o momento, o principal suspeito da investigação segue foragido. As buscas continuam para localizá-lo.

A Polícia Civil reforça o compromisso com a integridade do sistema prisional e a responsabilização de agentes que descumprirem suas funções.