A última sessão da Câmara Municipal de Pinhão, foi marcada por debates intensos, críticas ao Executivo e discussões sobre segurança pública e valorização do comércio local.
O principal tema da noite foi a manutenção do veto do prefeito ao Projeto de Lei 10/2025, de autoria do vereador Marcio Roberto, conhecido como Marcio Tigre, que previa prioridade ao comércio local na destinação de espaços em festas promovidas ou apoiadas pelo município, como a tradicional Festa do Pinhão. O veto acabou sendo mantido pela maioria dos vereadores, resultando na derrubada definitiva da proposta.
O projeto havia sido apresentado ainda em 2025 após reclamações de empresários locais sobre dificuldades para participar da Festa do Pinhão. Mesmo gerando divergências entre os parlamentares, a proposta foi aprovada em primeiro turno e posteriormente ficou cerca de seis meses em discussão para receber sugestões da classe empresarial, representada pela Associação Comercial. Após ajustes e debates, o texto voltou à pauta no dia 31 de março, sendo aprovado por unanimidade, inclusive com emendas e votos de vereadores da base do prefeito.
No entanto, ao chegar ao Executivo, o projeto recebeu veto integral sob a justificativa de possível afronta aos princípios da ampla concorrência.
A decisão provocou forte reação durante a sessão legislativa. O vereador Marcio Roberto criticou duramente a medida e classificou o veto como perseguição política. O parlamentar também questionou a mudança de posicionamento de vereadores da base governista, que anteriormente haviam votado favoravelmente ao projeto.
