Em um município onde mais de 60% da população vive no interior, a realidade é clara: o desenvolvimento começa pelas estradas e pelo acesso digno à saúde.
São mais de 3 mil quilômetros de estradas rurais que diariamente desafiam produtores, trabalhadores, estudantes e famílias inteiras.
Em dias de chuva, o isolamento; em dias de sol, a poeira. É nessas vias que escoa a produção, circula o transporte escolar e se busca atendimento médico. É ali que a vida do município acontece.
Ao mesmo tempo, a saúde pública enfrenta outro gargalo: a demora na realização de exames, filas de espera que se arrastam e a angústia de quem depende de agilidade para diagnóstico e tratamento. Para muitos, o tempo não é apenas espera — é sofrimento.
Diante desse cenário, a aquisição de um veículo de alto padrão, que custa aproximadamente 300 mil reais, para uso do chefe do Executivo? Isso levanta um debate inevitável: quais são, de fato, as prioridades da gestão?
CONTRATO ADMINISTRATIVO Nº 118/2025 PREGÃO ELETRÔNICO Nº 65/2025 PROCESSO ADMINISTRATIVO Nº 218/2025
Não se trata de negar a necessidade de estrutura administrativa, mas de questionar a coerência das escolhas.
Quando ainda faltam investimentos básicos em infraestrutura rural e na eficiência da saúde pública, optar pelo conforto e luxo no topo da administração transmite uma mensagem que a população sente — e cobra.
O dinheiro público precisa refletir a realidade do povo. E a realidade do nosso município está nas estradas que precisam de manutenção, nos exames que precisam de agilidade e nas pessoas que esperam por respostas. Priorizar estradas e saúde não é apenas uma escolha técnica.
É um compromisso com quem sustenta e vive o município todos os dias.

