A rigidez dos protocolos, o nó apertado da gravata e as exaustivas discussões orçamentárias que mobilizam mais de 15 mil gestores municipais, entre prefeitos, vereadores e secretários, têm hora exata para terminar na capital da República. As informações são da Coluna Na Mira do Metrópoles.
Quando o sol se põe atrás da arquitetura de Niemeyer e as agendas oficiais da 27ª Marcha dos Prefeitos se encerram, o Poder Executivo municipal do Brasil se despe das formalidades. É na madrugada brasiliense que o verdadeiro “orçamento secreto” ganha vida, regado a espumante, fendas provocantes e transações envolvendo altos valores.
Durante duas madrugadas consecutivas, a coluna Na Mira infiltrou-se na engrenagem que movimenta o mercado sacana da “prostituição premium” para acompanhar a árdua, porém luxuosa, peregrinação das comitivas em busca de sexo rápido, de alta qualidade e que pode custar alguns milhares de reais por poucas horas.
O que se viu foi uma mudança radical no comportamento, tanto das garotas de programa de luxo quanto dos clientes que comandam os municípios espalhados pelo país.
O novo esquema afastou o clichê dos ambientes enfumaçados e escondidos pela escuridão, antes iluminados apenas pelo neon purpurinado das boates de entretenimento adulto. Neste ano, ocorreu uma mudança curiosa na dinâmica e na logística das noitadas calientes. Os prefeitos passaram a negociar os programas em locais públicos, ou melhor, sobre as mesas reluzentes de ambientes bem menos discretos.
Abordagens diretas
Os restaurantes sofisticados à beira do Lago Paranoá se transformaram no principal palco da diversão e da caça. De olho nos cachês polpudos injetados pelas comitivas, muitas garotas de programa abandonaram temporariamente o pole dance tradicional para investir pesado nas abordagens diretas nas portas e varandas desses estabelecimentos, transformados em verdadeiros pontos de prostituição de alto nível.
