A avaliação do Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) para Nova Laranjeiras em 2025 evidencia um cenário preocupante, especialmente nos quesitos de transparência e áreas estratégicas da gestão pública. “Pra quem diz ser diamante”
Apesar de alguns indicadores positivos no Executivo
— como Educação (8,24) e Saúde (8,04) — os pontos negativos revelam fragilidades estruturais importantes:
Principais críticas
• Meio Ambiente (1,63): desempenho extremamente baixo, indicando ausência de políticas consistentes, fiscalização ambiental frágil ou falta de planejamento na área.
• Administração Financeira (4,43): resultado apenas mediano, sugerindo falhas na gestão orçamentária, controle de gastos ou planejamento fiscal.
• Aquisições e Contratações (4,01): índice preocupante, podendo indicar problemas em processos licitatórios, falta de competitividade ou risco de baixa transparência nas compras públicas.
• Assistência Social (6,72): embora acima da média, ainda distante do ideal para uma área sensível, o que pode refletir cobertura insuficiente ou execução limitada de políticas sociais.
Transparência sob alerta O indicador de Transparência, Controle e Relacionamento (7,68) no Executivo, apesar de não ser dos piores, não acompanha o nível esperado diante das boas notas em áreas essenciais.
Isso sugere que:
• As informações públicas podem não estar sendo disponibilizadas de forma clara, acessível ou completa;
• Há possível dificuldade de acesso do cidadão aos dados de gestão;
• Os mecanismos de controle social podem ser limitados ou pouco incentivados.
A situação se agrava quando comparada ao Legislativo, sob a presidência de Adair Onetta, que teve nota geral de 2,33 , com destaque negativo para a ausência total de fiscalização (0,00).
Isso enfraquece ainda mais a transparência global do município, já que o controle externo praticamente não está sendo exercido.
O resultado evidencia um possível desequilíbrio no exercício das funções institucionais da Câmara. A atividade legislativa não se limita à produção de leis; ela depende fortemente da capacidade de fiscalizar, acompanhar gastos públicos, avaliar políticas públicas e garantir transparência na gestão municipal.
• Fiscalização (0,00): Esse indicador sugere inexistência de registros, mecanismos ou evidências de atuação fiscalizatória efetiva, o que compromete diretamente a função de controle externo. Esse cenário pode indicar falhas como ausência de requerimentos, falta de acompanhamento de contratos, ou inexistência de comissões atuantes nessa área.
• Atuação parlamentar (0,77): A baixa pontuação reforça a percepção de produtividade limitada dos vereadores, possivelmente refletindo pouca proposição legislativa relevante ou baixa participação em debates e deliberações.
Síntese crítica
Os dados revelam um município com desempenho desigual: enquanto algumas áreas básicas funcionam razoavelmente bem, faltam consistência, transparência efetiva e controle institucional. A baixa qualidade em setores como meio ambiente, contratações e fiscalização compromete a credibilidade da gestão pública e limita a participação da sociedade.

