A federação entre Solidariedade e PRD será lançada nesta segunda-feira (9), em Curitiba, num ato que também marca a filiação da deputada estadual Flávia Francischini ao novo arranjo político. Na prática, não é só um evento partidário. É um movimento para ocupar espaço no Paraná e começar a montar, com mais nitidez, o campo de disputa para 2026.
O encontro acontece às 18h30, no It’s Curitiba, na Alameda Doutor Carlos de Carvalho, 1330, no Centro da capital. Segundo a organização, o evento foi desenhado para reunir três mensagens numa só cena: o nascimento formal da federação no estado, a entrada de Flávia Francischini no grupo e a apresentação de novos pré-candidatos.
Isso ajuda a entender o peso político do ato.
Quando um partido faz filiação de uma deputada em exercício, eleita pelo União Brasil, coloca dirigentes estaduais no palco e já fala em pré-candidaturas, ele não está apenas organizando a casa. Está avisando ao mercado político que quer participar da divisão de forças com mais protagonismo.
No caso de Flávia Francischini, a filiação tem um valor simbólico e prático. Ela é vice-presidente da Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP) e tem presença própria no jogo político estadual. Sua entrada reforça a tentativa de dar densidade à federação, especialmente num momento em que os partidos já começaram a se mexer de olho na montagem das chapas para deputado estadual e federal.
Nos bastidores, o recado é simples. Delegado Francischini, pelo Solidariedade, e Neto Santos, pelo PRD, querem mostrar que não estão só assistindo ao rearranjo da política paranaense. Querem sentar à mesa com mais força, com nominata, com presença regional e com capacidade de negociação.
E isso importa porque o Paraná entrou cedo na lógica de 2026.
Há conversas em andamento em vários campos, da direita à centro-direita, passando por alianças locais, disputas por vaga ao Senado, composições para o governo do estado e tentativas de fortalecer bancadas. Nesse cenário, quem se organiza antes sai na frente. Não resolve tudo, claro, mas chega mais preparado quando a disputa apertar de verdade.
A federação SD e PRD tenta exatamente isso. Criar uma estrutura comum, atrair quadros e ganhar musculatura antes que o campo fique mais fechado. A filiação de Flávia Francischini entra como peça de vitrine, porque dá visibilidade imediata a esse projeto.
Também chama atenção o fato de o lançamento vir acompanhado da apresentação de novos pré-candidatos. Esse detalhe diz muito. O foco não está apenas na direção partidária, mas na formação de grupo, no desenho das chapas e na busca por capilaridade no interior e nos principais colégios eleitorais.
No fundo, esse tipo de evento vale menos pelo discurso de palco e mais pelo que ele revela. E o que ele revela aqui é que a federação quer deixar de ser só sigla combinada no papel para virar força organizada no Paraná.
A política paranaense entrou numa fase em que quase ninguém está parado. Uns aguardam a decisão dos grandes atores. Outros preferem avançar logo e marcar posição. O lançamento da federação SD e PRD se encaixa nesse segundo movimento.
Em resumo, o ato desta segunda-feira (9) serve para apresentar uma nova aliança, dar peso político à filiação de Flávia Francischini e mostrar que a corrida por espaço em 2026 já começou no Paraná. E começou bem antes da campanha oficial.
