segunda-feira, março 16, 2026

Professores do Paraná aprovam greve, mas início depende do governo

Professores e funcionários das escolas da rede pública estadual do Paraná aprovaram a realização de uma greve a partir do dia 23 de março caso as reivindicações da categoria não sejam atendidas pelo governo. A decisão foi tomada como forma de pressionar o Executivo a avançar nas negociações sobre a valorização dos profissionais da educação.

Entre os principais pontos da pauta da categoria está a reposição anual das perdas inflacionárias, conhecida como data-base. Os profissionais também defendem uma reforma da carreira, com equiparação salarial para professores e correção das tabelas salariais, e a retomada do pagamento de promoções e progressões atrasados.

Outros pedidos são o enquadramento por tempo de serviço para funcionários de escola, a reposição salarial para todos os aposentados da educação e a aprovação de uma lei que garanta correção específica para aposentados sem paridade.

Os servidores defendem ainda que o desconto previdenciário seja aplicado apenas a aposentados que recebem acima do teto do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), atualmente fixado em R$ 8.475,54.

A Campanha Salarial 2026 foi aprovada pelos educadores em assembleia estadual realizada em 7 de fevereiro, organizada pela APP-Sindicato. Segundo a presidenta da entidade, Walkiria Mazeto, a greve é considerada o último recurso caso não haja avanços nas negociações com o governo. 

De acordo com a entidade, o cenário para os próximos dias depende do andamento das negociações. Caso não haja avanços até sexta-feira (20/3), poderá ser convocada uma reunião do comando de greve ou do Conselho Estadual da APP-Sindicato para definir os próximos passos.

Se as negociações avançarem, a assembleia estadual será reinstalada no dia 21 de março para avaliação da categoria. Caso contrário, a entidade prevê comunicar oficialmente à comunidade escolar sobre a paralisação no dia 20, com início da greve programado para 23 de março.