Uma ação de indenização por danos morais protocolada no Juizado Especial Cível de Cascavel expõe um episódio que levanta questionamentos sobre a confiabilidade de serviços bancários digitais, neste caso em especial da Cooperativa de Crédito Sicredi Vanguarda PR/SP.
Uma servidora pública municipal relata ter sido impedida de acessar seus próprios recursos durante uma compra, após o aplicativo do Sicredi indicar saldo zerado, apesar da existência de valores disponíveis.
A petição inicial foi protocolada em 10 de março de 2026 .
Entenda o caso:
De acordo com o documento, o episódio ocorreu em 31 de janeiro de 2026. A autora afirma que, antes de sair de casa, consultou o aplicativo bancário e verificou possuir R$ 301,93 em conta corrente e cerca de R$ 11,7 mil aplicados em poupança.
No entanto, ao tentar pagar compras via PIX em um supermercado na cidade de Capitão Leônidas Marques, o sistema passou a exibir saldo de R$ 0,00 em todas as contas. Ainda segundo a petição, o aplicativo também impedia a visualização de movimentações, apresentando mensagens de erro.
O que o documento mostra:
A autora relata que, diante de funcionários e clientes, não conseguiu concluir o pagamento e precisou abandonar o carrinho de compras. O texto descreve que ela se sentiu “extremamente constrangida” e deixou o local sem os produtos.
Ainda conforme a ação, a gerente da conta teria confirmado, por mensagens, que se tratava de uma “instabilidade” no sistema. O documento menciona inclusive que a funcionária chegou a se oferecer para pagar a compra com recursos próprios — proposta que não foi aceita.
Imagens anexadas ao processo mostram telas do aplicativo com saldo zerado e conversas com a gerente, reforçando a alegação de falha sistêmica.
