A votação do projeto que cria um vale-alimentação de R$ 1 mil para servidores da Câmara Municipal foi adiada após deliberação durante a sessão extraordinária na noite desta quarta-feira (21). Os vereadores rejeitarem o regime de urgência da proposta, que vinha gerando forte reação popular e mobilização contrária por parte da população.
O Projeto de Lei nº 2.716/2026, de autoria da Mesa Diretora do Legislativo, estava previsto para ser apreciado na sessão desta quarta. No entanto, com a não aprovação do regime de urgência, a matéria seguirá agora o trâmite normal dentro da Casa, passando pela análise das comissões internas antes de retornar ao plenário para votação.
A proposta ganhou grande repercussão nos últimos dias, principalmente por conta de um mau entendimento inicial por parte do público. O projeto prevê a concessão de um auxílio-alimentação no valor de R$ 1 mil, benefício que seria destinado exclusivamente aos servidores públicos do Poder Legislativo, não se estendendo aos vereadores.
Mesmo após esclarecimentos, a proposta continuou sendo alvo de críticas. Muitos moradores se posicionaram contra o projeto por considerarem o benefício incompatível com a realidade econômica enfrentada pela maioria da população, com muitos sobrevivendo recebendo apenas um salário mínimo. A mobilização incluiu pressão direta sobre os parlamentares e manifestações nas redes sociais.
A polêmica também repercutiu entre servidores do Poder Executivo Municipal, que passaram a pleitear a concessão do mesmo benefício, ampliando ainda mais o debate em torno da proposta.
Reposição do Prefeito é retirada
Além do projeto do vale-alimentação, outro tema que gerou controvérsia foi o Projeto de Lei nº 2.715/2026, também de autoria da Mesa Diretora da Câmara, que previa um reajuste de 35,96% no salário do prefeito de Arapoti. A proposta acabou sendo retirada de pauta.
De acordo com o presidente da Câmara Municipal, vereador Maicon Pot, a retirada do projeto ocorreu a pedido do próprio prefeito Irani Barros, evitando que a matéria avançasse em meio ao cenário de críticas e questionamentos da população.
Com o adiamento e a retirada das propostas, a expectativa é de que o debate continue nas próximas semanas, tanto no âmbito do Legislativo quanto junto à comunidade, que segue atenta às decisões envolvendo recursos públicos e benefícios concedidos no município.
