sexta-feira, julho 14, 2023

Vereador Valdir é afastado do cargo por 120 dias após ser alvo do Gaeco suspeito de envolvimento em organização criminosa

A Câmara de Vereadores de Engenheiro Beltrão, no norte do Paraná, decidiu afastar das funções o vereador Valdir Hermes da Silva, do MDB, mais conhecido como “Valdir Americano”. De acordo com a Câmara, a decisão foi votada na  em sessão extraordinária, a pedido do próprio vereador.

Valdir foi preso durante a Operação “Arnaque”, deflagrada  pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), que cumpriu cinco mandados de prisão e oito mandados de busca e apreensão. 

Com a votação no legislativo, o parlamentar ficará desligado do cargo por 120 dias, sem receber salário durante esse período.

A investigação, conduzida pelo Ministério Público do Mato Grosso do Sul ao combate a organizações criminosas com possível participação de advogados. As ordens judiciais foram expedidas pela 4ª Vara Criminal de Campo Grande (MS).

Suplente assume a vaga

Quem assume a vaga do parlamentar é Fernando Donizete de Souza, também (MDN) até o prazo de quatro meses para o retorno do titular.

Quem é Valdir Hermes da Silva

Valdir Hermes da Silva, mais conhecido como "Valdir Americano", de 59 anos, é Policial Militar da reforma, atuou como instrutor do Programa de combate as drogas e a violência (PROERD). A

Atualmente esta em sua segunda legislatura onde atuou como presidente da câmara.

Investigação

Apurações sobre o caso identificaram duas organizações criminosas que, segundo o Ministério Público do Paraná (MP-PR), eram lideradas por advogados que seriam responsáveis pela propositura de mais de 70 mil ações judiciais em várias regiões do país. As suspeitas é de que os criminosos forjavam empréstimos consignados.

De acordo com o MP, o grupo atuaria a partir da obtenção de procurações de idosos, pessoas com deficiência ou indígenas para ajuizarem múltiplas demandas em nome deles contra instituições financeiras. A partir daí, eles realizavam acordos judiciais em massa e garantiam ganhos financeiros para o grupo.

Além do MPPR, equipes dos Gaecos da Bahia, de Goiás, de Mato Grosso, de Minas Gerais, da Paraíba e do Piauí participaram da ação, com o cumprimento de ordens judiciais.