A homologação das inscrições para o Vestibular Indígena depende da apresentação, por parte do candidato, de diversos documentos. Entre eles, uma carta assinada pelo cacique da terra indígena a que pertence. O processo de análise da documentação ocorreu na Unicentro, que é a instituição responsável pela organização do vestibular neste ano. “Participam todas as universidades estaduais e a federal, e nós temos a presença das lideranças indígenas também. Dentro desse processo, fazemos a homologação das inscrições e aquelas que tiverem algum tipo de problema vão para a comissão interétnica, onde a liderança e a Funai vão decidir se essas inscrições são válidas ou não são”, explica Sandra.
Neste ano, as provas serão realizadas nos dias 07 e 08 de maio, nos polos de Mangueirinha, Manoel Ribas, Apucaraninha, Santa Helena, Nova Laranjeiras, Cornélio Procópio e Curitiba. Em cada edição do vestibular, são reservadas seis vagas em cada uma das sete universidades estaduais do Paraná e outras 10 para a Universidade Federal do Paraná.
Para o vice-reitor da Universidade do Norte do Paraná, Ricardo Campos, e para a presidente da Cuia Estadual – a Comissão Universidades para os Índios, Dulcineia Galliano Pizza, que participaram do processo de homologação das inscrições, a procura dos candidatos por uma das vagas reflete o avanço positivo da política paranaense voltada a inserção dos povos indígenas no ensino superior.
