terça-feira, novembro 16, 2021

Produção de café ensaia recuperação após chuvas

 O Brasil, maior produtor mundial de café, entra no ciclo de alta produtividade da colheita de arábica no ano que vem. A safra deste ano foi prejudicada pelo clima seco, que reduziu a produção para 54,7 milhões de sacas em relação ao recorde de 70 milhões de sacas em 2020-21.

Uma produção maior pode reabastecer estoques baixos e desacelerar a alta dos preços. Os contratos futuros do café arábica acumulam alta de 62% neste ano em Nova York, com a oferta mais restrita na América do Sul agravada pelo aumento dos custos de frete e escassez de contêineres. Isso elevou a perspectiva de custo para empresas que usam os grãos, como Starbucks e Nestlé.

A produtividade de plantações do sul de Minas Gerais e Alta Mogiana, atingidas pelas geadas de julho, ainda será afetada. Outros lugares como a Zona da Mata ou regiões de cultivo de robusta, que tiveram clima mais ameno, devem ter melhores safras. A expansão da área plantada na Bahia e Rondônia deve elevar a produção de robusta.

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