sábado, setembro 04, 2021

OBRAS da PCH Rio do COBRE começa a devastar e destruir área na cidade de MARQUINHO

Se o interesse do Estado é ter energia disponível, por que não investir esses valores nas casas dos trabalhadores ou em micro e pequenas empresas que poderiam ter sistemas de aproveitamento da energia solar ou eólica, ou ainda equipamentos para economia de energia?

Além destes aspectos, deve-se considerar que esta fonte de energia (hidroelétrica) não é limpa, uma vez que em sua fase de implantação, as mesmas precisam desviar o rio, criando um novo leito artificial e trazem movimento de grandes massas de solo e rochas, consequentemente causando erosões e assoreamentos no leito do rio à jusante, assim como trazendo grande destruição e modificação do ambiente natural, com relação à fauna silvestre (micro e macro), à flora, à água e aos solos.

Deve-se considerar também que na fase de “limpeza” das margens do rio que serão submersas, vastas extensões de vegetação são derrubadas, sendo que seu estoque de carbono passa a ser liberado para a atmosfera a partir deste instante. O processo de inundação de grandes áreas de terra compromete o potencial produtivo de regiões inteiras, pela perda de terras férteis; assim como gera novas margens artificiais. Estas novas margens levam muitos anos para se estabilizarem e neste processo, perdem muita terra que fatalmente vai parar no leito da represa ou a jusante, no leito do rio, causando importantes processos de assoreamento, que em alguns casos, chegam a inviabilizar a produção de energia, uma vez que os reservatórios passam a ter mais sedimentos acumulados do que água.

A quantidade de energia gasta para sua construção e o CO2 liberado pelas máquinas nesta tarefa é outro fator a ser considerado, uma vez que é de grande monta.

A renomada  bióloga Débora Calheiros, especialista em ecologia de rios da Embrapa  e professora da Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT), afirma que as PCHs são um risco para o sistema hidrológico da região. Segundo Débora, a construção de tantas usinas já alterou o fluxo migratório dos peixes, que têm enfrentado problemas para se reproduzir. “As PCHs são consideradas pequenas por sua capacidade de geração de energia, mas qualquer obstáculo que é colocado no leito do rio interrompe seu fluxo e altera o ciclo de secas e cheias, fundamentais para a reprodução de algumas das espécies mais importantes do rio.

As mudanças na localidade serão confirmadas com o tempo , quais serão estas mudanças , a população ribeirinha do rio do Cobre deve sentir grandes dificuldades na pesca , mas enquanto os orgãos ambientais estiverem liberando licenciamentos desta natureza , as empresas continuarão pedindo mais investimentos na região ....TRISTE 

VAMOS FISCALIZAR a PCH RIO do COBRE ...

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