quarta-feira, setembro 01, 2021

Homem é condenado a 23 anos de prisão por matar ex-esposa a tiros em Pinhão , ela era professora do município

Um homem foi condenado a 23 anos e quatro meses de prisão por matar a ex-esposa a tiros em Pinhão, na região central do Paraná. A condenação foi anunciada pelo juiz em júri popular realizado na terça-feira (31), no município.

O crime aconteceu em 22 de outubro de 2019. Franciely Aparecida Tavares, de 33 anos, era professora em duas escolas da cidade e tinha medida protetiva contra o ex-marido. Ela foi morta no caminho para casa, enquanto voltava do trabalho para o almoço.

José Arildo Maron foi considerado culpado pelos crimes de homicídio triplamente qualificado, com as qualificadoras de motivo torpe, meio que dificultou a defesa da vítima e feminicídio.

Além disso, ele teve a pena aumentada por descumprir medida protetiva e também foi condenado por posse irregular de arma de fogo.

A defesa do réu disse que irá recorrer da decisão e afirmou que a comoção dos jurados foi determinante para a sentença, que não observou as provas produzidas.

Durante o depoimento, José disse que ficou transtornado após ver a vítima com outro homem no carro e que, depois disso, pegou a arma que ficava guardada no trabalho e foi atrás dela. 

O Ministério Público do Paraná disse que a decisão dos jurados veio ao encontro com os fatos e as provas produzidas nos autos.  

O caso
O crime aconteceu no bairro São Cristóvão, quando Franciely estava em um carro, a caminho de casa. Câmeras de segurança registraram o momento em que o suspeito corre atrás da vítima com uma arma na mão.

Depois de efetuar os disparos, o homem fugiu do local em uma moto.

Ele se entregou à polícia no distrito de Guará, em Guarapuava, também na região central, no mesmo dia, e confessou o crime. Ele foi preso em flagrante por feminicídio e descumprimento de medida protetiva.

Segundo o delegado que acompanhou o caso, José matou a vítima por não aceitar o fim do relacionamento entre os dois.

Ciúmes

Familiares da vítima disseram que Franciely casou-se aos 15 anos com o suspeito. Os dois ficaram 18 anos juntos. O casal teve duas filhas.

A cunhada de Franciely, Patrícia Terezinha Svitalski, disse que o suspeito tinha ciúmes da ex-esposa, confirmou, ainda, que sabia da medida protetiva contra ele.

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