quinta-feira, setembro 16, 2021

Empresário Laranjeirense é destaque no ramo Nacional dos cosmésticos ...'' próximo passo é internazionalizar a marca , primeiramente para os Estados Unidos ''

Sócios da Creamy: Luiz Romancini, Gabriel Beleze e Henrique Beleze (Foto: Divulgação)

Enquanto trabalhava como dermatologista, Luiz Romancini precisava recomendar produtos formulados que não eram encontrados no mercado

“Quando eu procurava produtos com boas concentrações de ácidos, tinha de recorrer a fórmulas manipuladas ou prescrever produtos que chegavam a custar R$ 400. Percebi que existia uma lacuna no setor de cosméticos”, afirma.

          Ele se juntou a Gabriel Beleze, dono da marca de autobronzeadores e iluminadores Skelt Cosmetics, para lançar a Creamy, e-commerce de produtos de skincare. O irmão de Beleze, Henrique, também entrou no negócio como sócio. 

Atualmente com seis produtos em sua linha, a Creamy espera crescer 400% neste ano em relação a 2020.

 Hoje, a marca faz parte do Grupo Skelt Beauty Brands, que surgiu para incorporar a gestão da Creamy. 

A Creamy começou a ser desenvolvida no final de 2018. Beleze focou na parte do desenvolvimento de embalagens — que hoje se destacam pelas cores fortes — e o marketing. Enquanto isso, Romancini se dedicou à criação das formulações.

             “Eu já tinha muito claro o que queria fazer, pelos anos de experiência prescrevendo as fórmulas para os pacientes. Já sabia os melhores ingredientes e as combinações que não estavam no mercado”, diz Romancini. Ele testou diferentes tipos de concentrações para encontrar as melhores alternativas.

Depois de um investimento de R$ 5 milhões, a Creamy foi lançada no final de 2019 com apenas dois produtos, um à base de ácido glicólico com concentração de 10% e outro com ácido mandélico a 7%.

 “Escolhemos os que eu já utilizava e testava com diferentes combinações. São ácidos muito versáteis que podem ser usados de maneira livre como cosméticos. Ao mesmo tempo, entregam resultados interessantes no médio e longo prazo”, diz Romancini. Ácidos podem causar reação em peles muito sensíveis, então, a marca trabalha dentro da concentração para cosméticos considerada segura pela Anvisa.

Para baixar o custo, os empreendedores focaram em diminuir a quantidade de insumos. “Vamos direto ao ponto. Não usamos ingredientes que melhorem o sensorial e a fragrância, mas encarecem o produto. Só queremos eficácia com uma fórmula enxuta”, diz Beleze. Outra decisão foi cortar intermediários e vender diretamente ao consumidor por meio de e-commerce próprio.

A empresa observou um interesse maior pelos produtos durante a pandemia do novo coronavírus. “As pessoas tiveram vontade de cuidar mais da pele e consumir pela internet. Somos uma marca nativa digital e os consumidores anteriores já estavam acostumados”, diz Beleze. Desde então, a Creamy lançou outros quatro produtos, incluindo hidratante e vitamina C, que ajudaram as vendas. 

Hoje, a Creamy quer se diferenciar também nas redes sociais, com linguagem jovem e publicações coloridas. “Não fazemos uma comunicação séria como outras marcas de skincare que vendem na farmácia. Também ficamos próximos aos consumidores, fazendo lives e pedindo feedback e opiniões de novos produtos”, afirma Beleze.

O próximo passo da Creamy é lançar uma linha completa de skincare e internacionalizar a marca, primeiramente para os Estados Unidos. A ideia é também criar uma loja física no ano que vem.

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