segunda-feira, agosto 23, 2021

Mais de mil presos do Paraná recebem certificados de cursos profissionalizantes

Mais de mil pessoas privadas de liberdade, que estão no sistema prisional do Paraná, concluíram os cursos profissionalizantes ofertados em parceria com a Faculdade Fanduca e a Universal nos Presídios (UNP). A cerimônia de formatura aconteceu nesta sexta-feira (20/08), simultaneamente em oito cidades do Paraná. Mesmo com a pandemia da COVID-19, os cursos ficaram à disposição em uma plataforma de alto desempenho tecnológico, profissional e pedagógico, em todo estado e, assim, foi possível a conclusão. Em Pinhais (RMC), o evento simbólico aconteceu no Complexo Médico Penal (CMP) e em Piraquara no Centro de Integração Social Feminino (CIS).

O secretário da Segurança Pública do Paraná, Romulo Marinho Soares, destaca a importância de convênios do Departamento Penitenciário com outras instituições, que proporcionem a oportunidade de cursos de qualificação profissional aos presos e também aponta um cenário de mudança com a chegada de novas penitenciárias, que já vêm com a estrutura montada para os cursos profissionalizantes.

“A secretaria vê com bons olhos, e o governo, por meio da Pasta, tem incentivado cada vez mais a busca por este tipo de iniciativa. Essa parceria está nos ajudando a vencer o desafio que é levar a boa educação para dentro do nosso sistema prisional. Com isso, a gente vai trazer eles (presos) de volta para a sociedade melhor preparados e com condições de arrumar emprego”, explica.

O secretário esteve presente nas formaturas das unidades prisionais do Complexo Médico Penal (CMP), em Pinhais, e do Centro de Integração Social Feminino (CIS), em Piraquara, sendo que ambas foram as primeiras unidades prisionais a receber os cursos, em fevereiro deste ano. Em todo o estado foram 1.100 formandos, nos cursos de qualificação profissional em Gestão de Empresas, Customização de chinelos e Etiqueta Social, que receberam os certificados nas cidades de Curitiba, Ponta Grossa, Cascavel, Foz do Iguaçu, Francisco Beltrão e Guarapuava.

De acordo com o diretor-geral do Depen, Francisco Caricati, a educação é apenas um dos pilares para a ressocialização das pessoas privadas de liberdade, e a ideia é expandir parcerias para promover o acesso à mais presos. “Nós trabalhamos com quatro pilares aqui, desde o início desta gestão, um deles é a educação, o outro é o trabalho, o terceiro é a espiritualidade e o quarto é o trabalho psicológico. Então para isso nós teríamos que estar dotados de condições para poder executar esse trabalho. As parcerias com empresas privadas são essenciais para o sistema prisional construir este cenário. Elas se instalam nas unidades e dão a mão de obra e trabalho, o que gera uma nova perspectiva para o preso, com a capacitação ou um novo ofício”, completa.

Os cursos disponibilizados pela plataforma EAD são ofertados nos estabelecimentos prisionais que possuem telecentros (laboratórios de informática com link específico para acesso à internet). Já a modalidade presencial, oferecida pelo convênio, é realizado em sala de aula ou em outro espaço disponibilizado pelas direções das unidades. Nesta modalidade, também há cursos de empreendedorismo e confecção de chinelos, adaptados para a galeria de presos cadeirantes e com dificuldades de locomoção, custodiados no CMP.

O diretor da Fanduca, Adriano Valotto, valoriza o diálogo junto ao governo, que oportunizou a inserção deste projeto inovador e histórico para o Brasil no sistema prisional do Paraná, com uma instituição de ensino promovendo um intenso trabalho pedagógico, profissional e de formação em um curto prazo, tendo em vista que a aula inaugural foi em fevereiro de 2021.

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