terça-feira, julho 27, 2021

Família denuncia funerária por descaso após morte de idoso em Pinhão

Uma familiar de um idoso de 61 anos, que mora em Pinhão fez um relato em redes sociais sobre o descaso que sofreu após a morte do parente.

 Conforme as informações, a família de baixo poder aquisitivo teria sido humilhada por uma funerária local.

 No relato, a familiar conta que a empresa pediu R$ 450 apenas para a preparação do corpo , no valor não constava o aluguel do apoio sobre o qual é colocado o caixão no velório.

 Eles trouxeram apenas o corpo com um plástico, sem mais nada ,além disso, soltaram o caixão em uns cavaletes. Isso tudo, depois de xingamentos.

 Fomos muito maltratados, apenas um rapaz que trabalha no local nos tratou bem. Conforme a familiar,  o idoso morreu ontem segunda dia (26), após sofrer um infarto em casa.

 A família acionou o Corpo de Bombeiros de Pinhão, que entrou em contato com a funerária. “Nós somos de família muito humilde. O meu companheiro cuidava do meu pai, porque eu sou gestante. Minha gravidez é de risco. O que ele ganha dá apenas para a gente comer e olha lá. Ontem nós não tínhamos dinheiro e fomos encaminhados para a funerária”.

 Ela conta que ao chegar na empresa, contaram aos responsáveis a situação pela qual estavam passando. E afirmaram que não tinham condições de comprar um caixão. “Eles já tinham lavado ele e quando relatamos os fatos, o homem que trabalha disse ‘eu não sei, se virem, problema de vocês. Eu só quero meus R$ 450 da lavagem e da cola da boca dele’. A pior coisa, você estar perdendo uma pessoa da família e receber esse tratamento”.

 Desse modo, a família buscou recursos para conseguir um caixão. A familiar comenta que com apoio da Prefeitura conseguiram. No entanto, novamente os responsáveis pelo serviço funerário teriam respondido grosseiramente.

 Eles falaram que não mandaram o caixão da Prefeitura e sim o que eles transportam o corpo pela funerária. Era um caixão feito com tipo essas ‘ripinhas de raspas’, estava partido, jogaram o corpo.

 Trataram a gente como se fossemos imundos. A família comentou ainda que o enterro teve que ser antecipado, pois o caixão estava quebrando.

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