segunda-feira, junho 07, 2021

Com 18 milhões de pés, tomate une diferentes gerações no município de Reserva

A família Santos tem uma tradição que se repete de tempos em tempos em Reserva, nos Campos Gerais do Paraná. Quando podem, se reúnem em torno de uma boa mesa para celebrar a vida. Tudo regado a muito molho vermelho, com os tomates colhidos na hora, no quintal de casa. O fruto faz a alegria do clã há anos.

O patriarca, Sebastião da Silva Santos, de 55 anos, contabiliza quase três décadas de lida na roça. Conhece os altos e baixos da produção como poucos. Ainda assim, não tem do que reclamar. Começou com 5 mil pés plantados no já distante ano de 1994, começo do Plano Real no País, e agora bate na casa das 100 mil árvores de tomate, considerando as duas safras. Produção de 18 mil caixas por ano. Ou cerca de 432 mil quilos do fruto. Todos com um padrão de qualidade que beira o perfeccionismo.

PRODUÇÃO – Os Santos são essenciais na engrenagem que fez com que a cidade de 26.825 habitantes retomasse o apelido informal de capital paranaense do tomate. De acordo com o Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, Reserva produziu 32,4 mil toneladas do fruto no somatório das duas safras, entre 2019/2020, último dado consolidado disponível.

Na primeira, de agosto a dezembro foram 17.550 toneladas. Na segunda, entre janeiro e maio, mais 14.850 toneladas. Estima-se que hoje o município tenha em torno de 18 milhões de pés de tomate, entre grandes e pequenos produtores. “É muito tomate por aqui mesmo”, diz Eleandro, enquanto ajeita as últimas caixas no imenso caminhão que vai partir carregado rumo a Curitiba.

RANKING NACIONAL – A cultura cobre aproximadamente 3,6 mil hectares do Estado, com volume de 221 mil toneladas na última safra. Resultado que dá ao Paraná uma posição de destaque no ranking nacional do tomate.

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