segunda-feira, janeiro 18, 2021

Fila de cirurgias adiadas pela pandemia pode demorar até dois anos pra ser normalizada no PR

Os sistemas de saúde estadual e municipal do Paraná já têm um desafio quase tão difícil quanto a gestão do coronavírus assim que a pandemia terminar: desafogar o enorme volume de cirurgias eletivas – sem urgência – que foram suspensas em todas as especialidades médicas desde 2020, decisão tomada pelo risco de contágio e para assegurar leitos e insumos para o tratamento da covid-19.

Se a pandemia terminasse hoje, a Secretaria Estadual de Saúde (Sesa) calcula que levaria dois anos para regularizar os procedimentos que não foram feitos no ano passado. E, mesmo com a perspectiva do início da vacinação da covid-19 na próxima quarta-feira (20), não há nenhuma perspectiva de quando a pandemia vá terminar. Enquanto isso, o volume de cirurgias represadas aumenta diariamente, dando mais força para essa bola de neve.

“É como um congestionamento na estrada. Até que o problema que está causando transtorno seja resolvido, a fila de carros vai aumentar a cada momento e, quando a estrada é liberada, leva um bom tempo para voltar ao fluxo normal”, compara o diretor de Gestão em Saúde da Sesa, o médico Vinícius Filipak.

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