O ex-prefeito de Cascavel, Lísias de Araújo Tomé, foi condenado judicialmente pela prática de improbidade administrativa, ou seja, por cometer ato ilegal que traz dano à Administração Pública.
Lísias foi prefeito de Cascavel de 01 de janeiro de 2005 até 31 de dezembro de 2008. De acordo com a denúncia, o Município de Cascavel, representado pelo então prefeito Lísias de Araújo Tomé, celebrou 13 termos de parceria com ANA (Associação Educacional e Assistencial Nova Aliança), representada por Miguel Valcir de Oliveira, para execução de projetos na área de saúde pública.
Ainda de acordo com a denúncia, deveria ser feita a devolução dos valores pagos pelo município a título de taxa de administração e fundo de reserva. O total pago pelo Município de Cascavel para a ANA a esse título foi de R$ 1.962.956,72. O documento cita que existem inúmeras despesas nos termos de parceria que não possuem relação com a execução dos programas, totalizando R$ 301.836,95.
Em defesa, Lísias disse que a Constituição Federal admite que as ações e serviços relacionados à área de saúde sejam executados por meio de instituição de parcerias, entre organizações privadas e o Poder Público, e que não há qualquer irregularidade na formatação dos respectivos convênios, muito menos no pagamento da respectiva taxa de administração
