Diferentemente das outras duas vezes em que ficou preso, o ex-governador Beto Richa (PSDB) foi encaminhado diretamente para o Complexo Médico Penal (CMP), em Pinhais, na Grande Curitiba, na terça-feira (19). O tucano foi detido pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) em um desdobramento da Operação Quadro Negro , que investiga o desvio de recursos para a construção e reforma de escolas estaduais.
Na audiência de custódia realizada após a prisão, os advogados de Richa chegaram a solicitar que ele permanecesse detido em uma unidade de custódia “condizente” com o cargo público que ocupou. O requerimento, entretanto, foi negado pelo juiz Rubens dos Santos Junior.
Nas prisões anteriores, Richa foi levado para uma unidade da Polícia Militar, o Regimento de Polícia Montada Coronel Dulcídio, no bairro Tarumã, em Curitiba. Ele até chegou a ser transferido para o complexo em Pinhais, onde também estão os presos da Operação Lava Jato, mas ficou apenas uma noite no local, em janeiro, quando foi preso pela Operação Integração, que mira o pedágio no Paraná.
O Complexo Médico Penal possui regras rígidas de visitação e entrada de alimentos, de acordo com informações do Departamento Penitenciário do Paraná (Depen). Ao chegar no Complexo, Richa deve passar por um período de triagem, que dura entre 15 e 30 dias. Nesse tempo, ele não poderá receber visitas nem ter contato com os demais presos.
A prisão contra Beto Richa é preventiva, ou seja, por tempo indeterminado. Nos primeiros dias, só roupas e materiais de higiene podem ser levados pela família. Os banhos de sol têm duração de duas horas e ocorrem separadamente dos demais presos durante a triagem.
A cela em que o ex-governador permanece nos primeiros dias é individual, com uma área para higiene e uma cama. Depois do período inicial, Richa poderá ter contato com os outros ocupantes da galeria – presos com direito a regime especial e da Operação Lava Jato.
