A suspeita de alinhamento de preços entre postos de Francisco Beltrão agora está sendo investigada pelo Ministério Público, através do núcleo regional do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).
O relatório elaborado pelo Procon em janeiro foi enviado ao Gaeco para apurar uma eventual combinação de preços entre proprietários, o que caracterizaria a formação de cartel.
O Gaeco deu prosseguimento à apuração dos fatos e solicitou documentos aos órgãos de controle fiscal. Um dos cuidados que estão sendo tomados, segundo o promotor responsável pelo grupo em Francisco Beltrão, Roberto Tognon Jr., é o de não culpar antecipadamente os estabelecimentos.
“É uma investigação complexa, que demandará apuração de documentos, coleta de depoimentos e análise de dados técnicos, mas que não deve ser vista como uma sentença antecipada. Agora é que será feita a apuração, com base nas suspeitas, para saber se de fato isso procede e quais são os postos envolvidos”, comentou.
A pesquisa do Procon beltronense consultou 25 estabelecimentos e apontou que dez postos vendiam a gasolina comum por R$ 4,23 a R$ 4,29 e em outros dez a diferença era de apenas dois centavos – R$ 4,37 e R$ 4,39. Essa pequena diferença caracterizaria um alinhamento de preços.
