quinta-feira, setembro 06, 2018

PMs dizem que marido de Tatiane Spitzner não tinha sinais de embriaguez ao ser preso


Os dois policiais militares que encontram Luis Felipe Manvailer, marido da advogada Tatiane Spitzner, na BR-277, em São Miguel do Iguaçu, no oeste do Paraná, na manhã de 22 de julho, afirmaram em depoimento que ele não tinha sinais de embriaguez.

Tatiane foi encontrada morta no apartamento do casal no mesmo dia, após queda do 4º andar do prédio onde moravam. Ele é réu pela morte da mulher e está preso preventivamente.

O marido foi visto pelos policiais depois que viajou com o carro da mulher, segundo a Polícia Civil, em direção ao Paraguai. Ele se acidentou com o veículo.

"No momento da abordagem, o investigado Luis Felipe Manvailer não apresentava sinais etílicos, nem odor de bebida alcoólica. Não falava enrolado e andava normalmente", diz trecho do depoimento de um dos policiais.

O Ministério Público do Paraná (MP-PR) anexou os depoimentos dos PMs e de dois garçons do bar onde o casal estava com amigos antes da morte de Tatiane, comemorando o aniversário de Manvailer.

Os dois garçons afirmaram que não viram Luis Felipe ingerindo bebidas alcoólicas. Um deles, que disse conhecer o réu, contou que serviu champagne na mesa do casal a pedido do proprietário do estabelecimento, por volta de 2h.

O funcionário do bar também afirmou que não presenciou discussão entre o casal naquela madrugada.

A promotoria também anexou ao processo uma comanda, em nome de Tatiane Sptizner, que mostra que o casal pediu um combo de gin tônica e duas cervejas long neck.

O advogado da família de Tatiane disse, em nota, que "os depoimentos são irrelevantes, pois o próprio acusado admite que estava embriagado na madrugada dos fatos".

O laudo médico ao qual ele se refere indica que Luis Felipe consumiu vodka, gin e uísque. Ele negou uso de drogas ilícitas.