Eles compõem famílias que tiram da terra quase tudo o que consomem e ainda produzem e vendem, o que gera renda e emprego, viabiliza a pequena propriedade rural, mantém jovens e adultos no campo e ainda proporciona que as pessoas que vivem na área urbana tenham uma alimentação mais saudável à mesa.
São pessoas que moram em sítios pequenos, no município de Pinhão, próprios da agricultura familiar, e tem um jeito todo especial de viver e ser feliz. É do suor do trabalho na lavoura, ordenhando vacas, entre outras tarefas, que a família de dona Angelita Surcampe, que mora na comunidade Alecrim, já vê a realização de um sonho que começou com a sua sogra. Produzindo ricota e queijo, a agricultora vende seus produtos na Feira Municipal e em supermercados da cidade.
O DESENVOLVIMENTO

Para chegar à agroindustrialização do leite in natura, por exemplo, foi necessário o cumprimento de algumas tarefas que chegassem até a formalização de agroindústrias.
“O espaço, local, a melhor forma de cumprir as exigências da Vigilância sanitária, de forma que não fosse tão oneroso, foram debatidos entre produtores, a administração municipal e a Emater”, disse o prefeito Odir Gotardo (PT).
O processo, que começou em 2017, envolveu as secretarias de Indústria e Comércio, Saúde (Vigilância Sanitária) e Agricultura (Medica Veterinária), que realizaram visitas cadastrando e orientando as pessoas que vivem no meio rural. Algumas de maneira informal já estavam industrializando seus produtos e outras pretendiam industrializar.
Uma vez cumpridas as exigências, foi expedida a certificação, que é o Serviço de Inspeção Municipal (SIM), “autorizando a colocação dos produtos no mercado”, disse o prefeito Odir Gotardo. Segundo ele, “a certificação é o Selo de Qualidade dos Produtos, o que representa um avanço muito grande para a agricultura familiar de Pinhão”.
Em março deste ano o município certificou as primeiras 15 agroindústrias familiares hoje legalizadas no município.
