O Tribunal Regional Federal da 4ª Região aumentou a pena do ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto de dez para 24 anos de prisão. De acordo com a decisão, mesmo que Vaccari tenha sido absolvido de dois dos cinco crimes de corrupção, os casos, no entendimento do Tribunal, devem ser somados.
O ex-tesoureiro está preso preventivamente desde abril de 2015 e atualmente cumpre pena no Complexo Médico Penal, na região de Curitiba. O relator do processo, o desembargador João Pedro Gebran Neto, votou por manter a condenação da primeira instância e disse que Vaccari, direta ou indiretamente, de modo consciente e voluntário, em razão da posição no núcleo político que integrava, solicitou, aceitou e recebeu propina, agindo assim como beneficiário da corrupção.
O TRF4 também manteve a condenação do juiz Sérgio Moro para os marqueteiros João Santana e Monica Moura. Eles foram condenados por lavagem de dinheiro e tiveram a pena mantida em 8 anos e 4 meses. O engenheiro Zwi Skornicki também teve a pena mantida em 15 anos, 6 meses e 20 dias.
Essa ação penal trata das propinas pagas pelo Grupo Keppel em contratos celebrados com a empresa Sete Brasil para o fornecimento de sondas à Petrobras na exploração do petróleo na camada do pré-sal. Parte dos pagamentos teria ocorrido por transferências em contas secretas no exterior e outra parte iria para o Partido dos Trabalhadores.
Por meio de nota, a defesa de João Vaccari Neto afirmou que vai recorrer da decisão. O advogado Luiz Flávio D´Urso disse que “tanto a sentença recorrida, como o acórdão, tiveram por base exclusivamente palavra de delator, sem que houvesse nos autos qualquer prova que pudesse confirmar a delação premiada”.
