quarta-feira, novembro 15, 2017

Pedágio no Paraná completa 20 anos, mirando nos quatro restantes do contrato

Centenas de quilômetros de obras foram suprimidos dos contratos, outros muitos foram protelados para o fim da concessão e ainda há muito por fazer....
Nesta terça-feira (14) completou duas décadas da assinatura dos contratos de concessão de rodovias que selaram o destino do Paraná. Parece exagero, mas não é. O modelo de pedágio influenciou rumos econômicos e pautou disputas políticas. As decisões tomadas em 1997, durante a licitação, continuam impactando nos dias atuais.

Sem experiência no assunto, o estado optou por um sistema bem diferente dos adotados, à época, em São Paulo e no Rio Grande do Sul. Os preços ficaram salgados, motoristas chiaram e, numa canetada, as tarifas foram reduzidas pela metade por quase dois anos. Para tentar ajustar as contas, dois aditivos de contratos tiraram da lista de obrigações das concessionárias uma quantidade enorme de obra.

O Paraná poderia ter 800 quilômetros a mais de rodovias duplicadas se o contrato original do Anel de Integração tivesse sido cumprido à risca

Algumas duplicações foram eliminadas e outras postergadas. Tanto que nos últimos quatro anos de contrato as empresas que administram rodovias no Paraná devem fazer 110 quilômetros de duplicações, sem contar contornos e terceiras faixas.