O ministro da Saúde, Ricardo Barros, defendeu nesta quinta-feira (13) a adoção de biometria e de um "padrão de produtividade" para fiscalizar o trabalho de profissionais que atuam no SUS, em especial os médicos.
"Vamos parar de fingir que pagamos o médico e o médico tem que parar de fingir que trabalha", disse.
"A biometria do funcionário vai permitir que essas pessoas cumpram o contrato [de seu horário de trabalho]", afirmou.
Segundo o ministro, é preciso também estabelecer metas de desempenho para que as prefeituras possam fiscalizar o trabalho dos médicos, como tempo destinado às consultas, por exemplo. "Vamos estabelecer metas de desempenho, e quem estiver abaixo do seu desempenho, vai ser chamado a aumentar sua produtividade."
Ele cita o exemplo da OMS (Organização Mundial de Saúde), que prevê cada consulta dure cerca de 15 minutos. "Hoje o médico vai lá, faz quatro horas de concurso e marca 16 consultas. Ele vai lá, faz 5 minutos de consulta e vai embora. Queremos o médico o tempo que concursou", disse.
Em uma declaração polêmica, Barros afirmou ainda que muitos pacientes buscam diretamente o pronto-socorro dos hospitais porque médicos não cumprem a carga horária contratada nas unidades básicas de saúde, que deveriam responder pelo primeiro atendimento.
"O grande problema de saúde é que não conseguimos fazer com que o médico fique 4 horas na unidade de saúde. A pessoa que tem problema vai diretamente no hospital, porque lá ele sabe que vai estar o médico", disse.
