A definição se Carli Filho vai ou não a júri popular deve sair na próxima quinta feira (11). O destino do ex-deputado estadual será decidido pelos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), sendo que Gilmar Mendes é o relator do caso.
Está em análise um habeas corpus que suspendeu o júri. A defesa alega que não se trata de um caso de duplo homicídio intencional, já a acusação argumenta que Carli Filho, ao dirigir alcoolizado e em alta velocidade na madrugada de 7 de maio de 2009, assumiu o risco de matar.
Os ministros avaliarão uma decisão liminar dada pelo ministro Ricardo Lewandowski, que impediu o julgamento popular, que havia sido marcado para janeiro do ano passado. Caso derrubem a liminar, o júri poderá ser marcado a qualquer momento. Mas, se o argumento da defesa prevalecer, os ministros manterão o júri em suspenso até que seja analisado um outro recurso (agravo) apresentado pelos advogados de Carli Filho.
Gilmar Mendes deve conduzir a votação e o entendimento dele tem peso na avaliação de plenário – apesar de contar tanto quanto qualquer outro voto, o relator é o magistrado que estudou mais profundamente o caso e acaba influenciando a opinião dos colegas.
CASO COMPLETA OITO ANOS
Há oito anos, na madrugada de 7 de maio de 2009, uma colisão matou Gilmar de Souza Yared e Carlos Murilo de Almeida, na época com 26 e 20 anos, respectivamente. No volante de um dos carros estava o então deputado estadual Luiz Fernando Ribas Carli Filho. Na época, um exame no hospital onde foi atendido mostrou que o ex-parlamentar tinha 7,8 decigramas de álcool por litro de sangue. No entanto, como o exame foi feito enquanto ele estava desacordado, já foi desconsiderado pela Justiça.