A Polícia Civil do Paraná, por meio do Núcleo de Investigações Qualificadas da 5ª Subdivisão Policial de Pato Branco, deflagrou na manhã desta quarta-feira (13) a “Operação Cobrança Final”, que resultou na prisão preventiva de um influenciador digital e ex-atleta profissional de 25 anos, morador de Pato Branco, no Sudoeste do Estado.
Além da prisão, foram cumpridos 10 mandados de busca e apreensão contra outros nove investigados suspeitos de emprestarem contas bancárias para ocultação e movimentação de valores obtidos de forma ilícita. As ações ocorreram em Pato Branco, Dois Vizinhos e também na cidade de Chapecó, em Santa Catarina.
Segundo a Polícia Civil, o investigado atuava principalmente no ambiente digital, o que possibilitou a captação de vítimas em diversos estados do país. Há registros de vítimas em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia, Distrito Federal, Santa Catarina e Paraná.
As investigações apontam que o valor formalizado em boletins de ocorrência já ultrapassa R$ 200 mil. No entanto, a Polícia Civil acredita que o prejuízo possa ser muito maior, devido à chamada “cifra negra”, quando vítimas deixam de registrar denúncias por medo de exposição pública ou em razão de ameaças supostamente feitas pelo investigado.
De acordo com a polícia, o suspeito utilizava suas redes sociais como ferramenta para transmitir credibilidade e ostentar uma vida de luxo e sucesso. Somados, os perfis do influenciador ultrapassavam 45 mil seguidores, sendo 15,7 mil no Instagram e 29,5 mil no TikTok. Algumas publicações chegaram a superar 1 milhão de visualizações.
Ainda conforme a investigação, essa visibilidade digital era usada para convencer empresários, influenciadores e até líderes religiosos de que ele possuía contatos privilegiados com grandes veículos de comunicação e capacidade de garantir verificações de contas nas redes sociais, os chamados “selos de autenticidade”, além de inserções em mídias nacionais.
Para a Polícia Civil, o número elevado de seguidores funcionava como um mecanismo de “prova social”, levando as vítimas a acreditarem que estavam negociando com um profissional consolidado e influente no mercado digital.
As investigações seguem em andamento para identificar outras possíveis vítimas e envolvidos no esquema.
Fonte: Polícia Civil