domingo, 8 de novembro de 2020

Cadeia de Toledo ganha parlatório moderno e humanizado

A Cadeia Pública de Toledo, no este do estado, conta agora com um novo parlatório. O espaço foi modernizado e tem banheiro, ar condicionado, café, sala de espera, bancos novos e o contato entre advogado e preso é somente por interfone. A nova sala, que foi inaugurada na sexta-feira (30), foi possível graças à uma parceria entre a unidade prisional e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

“Quando assumimos o prédio, assumimos uma estrutura que já tinha 40 anos, arcaica. Nós precisávamos dessa modernização até para dar ao advogado um atendimento humano e à pessoa presa o mínimo de privacidade nesse momento. É um projeto inicial e outras unidades prisionais também deverão passar por esta reforma”, destacou o coordenador regional do Depen em Cascavel, Thiago Correia.

O projeto teve participação do Departamento Penitenciário do Paraná, por meio da Cadeia Pública de Toledo, da Associação Brasileira dos Advogados Criminalistas (Abracrim) e da OAB. “Iniciou-se com o projeto, que a Abracrim pagou. A OAB comprou os materiais e os presos fizeram a obra. Essa parceria demonstra que a união entre as entidades busca beneficiar a todos”, afirmou a presidente da OAB Toledo, Anemere Dulaba.

A nova sala permite o atendimento de até dois advogados ao mesmo tempo. “O judiciário sempre apoia todas as ações que dão executividade a dispositivos legais. O Código Processual Penal garante sempre o atendimento de forma reservado do advogado com a pessoa privada de liberdade, mas, até então, isso não era possível nas cadeias pública. Este é um modelo para outras, tanto no trabalho de ressocialização dos presos, como de estrutura”, destacou a Juíza de direito e diretora do Fórum de Toledo, Luciana Lopes do Amaral Beal.

A Cadeia Pública de Toledo costuma ser pioneira nos projetos. “É uma unidade que tem e precisa estar em evidência. Tivemos, recentemente, uma mudança no perfil de presos. Antes, abrigava todo tipo de presos, agora, são presos apenas pessoas que cometeram crimes contra a dignidade sexual”, contou o coordenador regional do Depen em Cascavel.

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