quarta-feira, 7 de outubro de 2020

Doação de órgãos - Hospital do Câncer Uopeccan de Cascavel realizou 137 transplantes de fígado

 Segundo a Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO) o Paraná se mantém líder em doações e transplantes de órgãos no Brasil neste primeiro semestre. Os dados mostram que o Estado atingiu a marca de 44,1 doações de órgãos efetivas por milhão de população, ficando à frente dos demais estados brasileiros. No Hospital do Câncer Uopeccan de Cascavel, já foram realizados 137 transplantes de fígado, o primeiro transplante foi em 17 de julho de 2017.

Claudia Regina Ferraz Borges, foi diagnosticada em 26 de junho de 2018 com cirrose, ocasionada por gordura no fígado. Ela conta que ficou na fila de espera pelo transplante de fígado por um ano. “Lembro dos meses que fiquei aguardando a ligação telefônica, com a notícia que meu fígado havia chegado. Eu torcia para não piorar meu estado de saúde e conseguisse fazer a cirurgia”.

Após quase dois anos transplantada, Claudia mudou seus hábitos e enfatiza a importância de a família abordar sobre esse assunto. “A doação de órgãos permite salvar várias vidas, é preciso dentro de casa as pessoas trocarem informações e perceberem como uma vida pode salvar outras”.

A doação de órgãos pode ocorrer tanto em vida ou quando um paciente recebe o diagnóstico de morte encefálica, ou seja, que não tem perspectiva de sobreviver. O rim, por exemplo, é um órgão que pode ser doado em vida, enquanto o coração, pulmões, fígado e córneas só podem ser doados apenas depois da morte do doador. “Todo paciente pode se manifestar em vida que tem o desejo de ser um doador ou eventualmente com o consentimento da família”, explica o cirurgião responsável pelo Centro Avançado do Fígado da Uopeccan, Dr. Luis Cesar Bredt.

Para fazer a doação, é preciso ter um diagnóstico da morte encefálica e autorização dos familiares. Posteriormente, todas as informações são repassadas para o banco na Central de Transplantes. O sistema cruza as informações do doador com o paciente que aguarda um órgão. Os pacientes mais graves têm preferência na fila de espera.

Como foi o caso do Danilo Gabriel da Silva, 22 anos, que teve insuficiência hepática por ação medicamentosa e precisou com urgência realizar o transplante de fígado. “Eu fiquei 10 dias na UTI me recuperando da cirurgia, perdi 30 quilos durante o processo. Sou grato ao apoio da minha família e amigos. Depois do transplante, meu estilo de vida teve uma mudança para melhor. Hoje vejo que é minha vez de ajudar outras pessoas que estão passando pela situação”.

De acordo com o enfermeiro da Captação e Transplante de Órgãos, Antoninho Pereira, para cada órgão existe uma técnica para ser implantado no paciente. “O fígado e coração são necessário a retirada do órgão do receptor para que seja feito o implante na mesma cavidade. Já os rins e pâncreas, o transplante é realizado sem a necessidade da retirada do mesmo do receptor, e sendo implantado na fossa ilíaca (abdômen) ”, enfatiza.

Durante a cirurgia no doador, é feito uma avaliação do órgão se viável. Sendo assim, dá-se a sequência para a retirada do mesmo com técnicas específicas de cada órgão a ser coletado. Em seguida o órgão é embalado em 3 embalagens com os devidos cuidados para não contaminar, colocado em caixa térmica, sendo mantido refrigerado em temperatura entre 4ºC e 10ºC.

Seja um doador de órgãos avise seus familiares. Uma única pessoa sendo doadora pode salvar vidas.

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